De acordo com pt.wedoany.com-A fábrica da General Motors em Gravataí (RS) atingiu a marca de 5 milhões de veículos produzidos. Inaugurada em julho de 2000, a unidade iniciou suas operações com o modelo Celta e, ao longo de 26 anos, passou por constantes modernizações. Atualmente, é responsável pela montagem dos modelos Onix, Onix Plus e o recém-lançado Sonic.
O veículo que marcou o marco de 5 milhões foi um Sonic RS na cor Cinza Urbano. Como a primeira fábrica da Chevrolet fora do estado de São Paulo, a unidade gaúcha já recebeu investimentos superiores a R$ 6 bilhões, evoluindo de uma linha dedicada exclusivamente ao Celta para se tornar uma das fábricas mais modernas da General Motors no mundo.

A fábrica iniciou suas operações em 20 de julho de 2000, produzindo inicialmente o Celta, cujo código de desenvolvimento era "Arara Azul". Este hatch foi posicionado como a versão de entrada para substituir o Corsa, marcando a primeira base de produção da Chevrolet fora de São Paulo. A produção do Celta durou até 2015, com atualizações contínuas em design exterior, configurações internas e sistema de propulsão.
O Complexo Industrial Automotivo de Gravataí, onde a fábrica está localizada, fica a cerca de 30 km de Porto Alegre (RS). O complexo adota um modelo de condomínio industrial, concentrando fornecedores próximos às linhas de produção. Componentes como rodas, pneus e chicotes elétricos são entregues diretamente para a montagem, reduzindo significativamente a dependência de serviços logísticos tradicionais.
A primeira grande expansão da fábrica ocorreu em 2006. Após as reformas, a capacidade anual de produção foi elevada para 230 mil unidades, e teve início a produção da primeira geração do Prisma (derivado da plataforma do Celta).

O Prisma foi lançado com uma linguagem de design semelhante à da terceira geração do Vectra, que mais tarde também foi aplicada ao hatch da mesma plataforma. Como sucessor do Classic, a primeira geração do Prisma ampliou a participação da Chevrolet no segmento de sedãs compactos, mas teve um ciclo de vida relativamente curto, sendo descontinuado em outubro de 2012 para dar lugar a um novo modelo baseado na plataforma do Onix.
Em 2010, a capacidade da fábrica foi novamente ampliada para 350 mil veículos por ano, visando o projeto do novo Onix, lançado em 2012. O Onix, desenvolvido sobre a plataforma GSV (Global Small Vehicle), deu origem à segunda geração do Prisma, ao sedã Cobalt e ao monovolume Spin (este último produzido em São Caetano do Sul, SP).
Com a primeira geração do Onix, a Chevrolet liderou as vendas de automóveis no Brasil por seis anos consecutivos, encerrando o longo domínio do Volkswagen Gol no mercado.
Este projeto marcou a decisão da General Motors de abandonar as plataformas de carros compactos originadas da Opel e Vauxhall, priorizando arquiteturas desenvolvidas especificamente para mercados emergentes, como a América Latina.
Em agosto de 2017, a fábrica recebeu um investimento de R$ 1,4 bilhão para atualizar as linhas de produção e fabricar a segunda geração de carros compactos. O Onix e o Onix Plus entraram em produção entre 2019 e 2020, utilizando a plataforma GEM (Global Emerging Markets), desenvolvida com a participação dos centros de engenharia da GM no Brasil e na China.
A nova plataforma trouxe melhorias na estrutura da carroceria, dirigibilidade e segurança, sendo voltada principalmente para os mercados da América Latina e China, e deu origem ao Tracker nacional (produzido em São Caetano do Sul desde meados de 2020).


Além das novas linhas de montagem, a fábrica ganhou um prédio de polímeros para a injeção de peças como para-choques, e passou por uma ampla transformação digital. Operando em três turnos, a capacidade anual da fábrica é de cerca de 330 mil veículos, com uma produção máxima de 63 unidades por hora.
A fábrica conta com um sistema integrado de controle e produção, garantindo que cada componente seja montado rigorosamente de acordo com os parâmetros de engenharia. O torque de aperto de cada parafuso é monitorado eletronicamente durante o processo de montagem.
Novos robôs equipados com sensores a laser e sistemas de visão realizam correções automáticas e inspeções dimensionais online, operando sob o conceito da Indústria 4.0.
Como o projeto mais recente da General Motors no Brasil, o Sonic abandonou as antigas carrocerias hatch e sedã importadas do México, adotando a plataforma compartilhada com a segunda geração do Onix, e é produzido exclusivamente na fábrica de Gravataí.
Toda a linha Sonic é equipada com motor 1.0 litro turbo de injeção direta, com o mesmo conjunto motriz e calibração do Tracker, oferecendo as versões Premier e RS. Este novo SUV tem preço de mercado situado entre o Onix e o Tracker, com preço inicial variando de R$ 129.990 a R$ 135.990.



O lançamento do Sonic inaugurou um novo ciclo de investimentos na fábrica. Em meados de 2024, a General Motors anunciou um aporte de R$ 1,2 bilhão para a modernização das linhas de montagem, a atualização do Onix e Onix Plus, e a preparação para o Sonic, cujo codinome interno de desenvolvimento era "Projeto Carbon".
As reformas envolveram ajustes nas linhas de produção e a introdução de novos processos e equipamentos. Após o lançamento do Sonic em maio, a fábrica passou a operar no modelo de fábrica inteligente (smart factory), utilizando centenas de robôs e sistemas integrados para monitorar praticamente todas as etapas da produção. Ao detectar qualquer anomalia, a linha de produção pode ser pausada automaticamente até que o problema seja resolvido.
A fábrica continua utilizando o modelo de condomínio industrial implementado desde o início de suas operações, com fornecedores estratégicos instalados no parque fabril, reduzindo as etapas logísticas e com componentes chegando às linhas de montagem em estado quase final.


O próximo passo da fábrica aponta para a eletrificação. A Chevrolet possui no Brasil um portfólio de veículos elétricos, incluindo o Spark EUV e o Captiva EV, mas o lançamento do modelo híbrido nacional, anunciado anteriormente, ainda não tem data definida. Segundo o colunista da CNN, Jorge Moraes, o Tracker será o primeiro modelo Chevrolet nacional a adotar um sistema híbrido leve de 48 volts. Este sistema utiliza um pequeno motor elétrico para auxiliar o motor a combustão em condições específicas, visando reduzir o consumo de combustível e as emissões, mas não pode impulsionar o veículo sozinho. Além de compartilhar a plataforma GEM com o Tracker, o Sonic é equipado desde o início da produção com o motor 1.0 litro turbo de injeção direta, o mesmo do Tracker, diferenciando-se do motor 1.0 litro de aspiração natural e injeção no porta utilizados no Onix e Onix Plus.










