Lucro líquido da AGCO cai 76% no 2º trimestre; vendas de máquinas agrícolas no Brasil recuam 11%
2026-07-31 11:02
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De acordo com pt.wedoany.com-A AGCO divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026, com lucro líquido de US$ 77,2 milhões, uma queda de 76% em relação aos US$ 314,8 milhões do mesmo período de 2025. O grupo é fabricante das marcas de máquinas agrícolas Massey Ferguson, Valtra e Fendt.

Lucro trimestral da AGCO despenca, com América Latina e Brasil apresentando desempenho negativo no balanço

Exceto pela América do Norte, quase todas as regiões de operação da AGCO registraram vendas fracas. A América Latina foi a região com pior desempenho, com vendas no segundo trimestre caindo 17% em relação ao ano anterior, de US$ 330,4 milhões em 2025 para US$ 271,3 milhões. Excluindo o efeito cambial, a queda foi de 25%. A empresa afirmou que a fraca demanda do setor reduziu as vendas em todas as categorias de produtos, sendo a redução significativa de vendas e produção, juntamente com o aumento das despesas de engenharia, os principais fatores.

O Brasil, um de seus principais mercados, foi mencionado diretamente no balanço. No primeiro semestre de 2026, as vendas de máquinas agrícolas no varejo no Brasil caíram 11% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a fraca demanda por tratores grandes, parcialmente compensada pela melhora na demanda por equipamentos de médio e pequeno porte. O relatório aponta que a agricultura brasileira está sob pressão em sua rentabilidade devido aos altos custos de produção, especialmente fertilizantes importados, e a demanda por equipamentos de grande porte ainda não retomou o crescimento. Estima-se que os custos de financiamento, as condições de crédito e o ambiente político mais amplo continuarão a suprimir a demanda em 2026.

Globalmente, a receita líquida do segundo trimestre totalizou US$ 2,61 bilhões, uma queda de 1% em relação ao ano anterior. As vendas acumuladas no primeiro semestre foram de US$ 4,95 bilhões, um aumento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado principalmente pelo desempenho do primeiro trimestre. O lucro operacional do trimestre foi de US$ 140,7 milhões, com margem operacional ajustada de 7,5%.

A América do Norte teve desempenho forte, com vendas crescendo 19,8% excluindo o efeito cambial, impulsionadas pelo aumento no volume de equipamentos, mas a margem operacional foi negativa em 5,2%. Na região Europa e Oriente Médio (EME), as vendas caíram 4,7% em relação ao ano anterior, excluindo o efeito cambial, mas a margem operacional permaneceu em 15%, a mais alta entre todas as regiões. Na região Ásia-Pacífico e África (APA), as vendas caíram 6,4% excluindo o efeito cambial, com margem operacional de 7,7%.

Para o ano completo de 2026, a AGCO projeta receita líquida entre US$ 10,1 bilhões e US$ 10,2 bilhões, abaixo da faixa anteriormente prevista de US$ 10,5 bilhões a US$ 10,7 bilhões. A margem operacional ajustada projetada é de aproximadamente 7,5%, também inferior à faixa anterior de 7,5% a 8%. A estimativa de lucro por ação ajustado para o ano completo está entre US$ 5,50 e US$ 5,75, abaixo dos cerca de US$ 6,00 projetados no trimestre anterior. Como reflexo dos resultados, as ações da AGCO caíram mais de 6% na Bolsa de Valores de Nova York na manhã de quinta-feira.

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