Petrobras suspende estudos de gasoduto de US$ 1 bilhão devido a incertezas regulatórias
2026-08-08 10:24
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De acordo com pt.wedoany.com-A Petrobras está reavaliando um investimento significativo em infraestrutura de gás natural no Brasil, devido a incertezas regulatórias decorrentes de um plano proposto pelo governo, que também pode afetar o projeto Raia da Equinor na Bacia de Campos.

Segundo três fontes, em razão da referida proposta, a Petrobras suspendeu os estudos de um gasoduto de US$ 1 bilhão relacionado a um projeto de águas profundas no estado de Sergipe, no nordeste do Brasil.

Fontes do setor afirmam que, caso o plano seja implementado, o projeto Raia, cuja operação está prevista para 2028 pela Equinor, poderá ser igualmente afetado. O projeto tem capacidade de produção diária de 16 milhões de metros cúbicos de gás natural, o suficiente para atender cerca de 15% da demanda do Brasil, e inclui um gasoduto de escoamento até Macaé, no estado do Rio de Janeiro.

A proposta do governo, conduzida pela agência reguladora ANP, exige que grandes produtores forneçam parte do gás natural a terceiros por meio de leilões, a fim de promover a concorrência e reduzir os preços. A ANP deve discutir a proposta na sexta-feira, quando divulgará os detalhes do texto preliminar e abrirá um período de consulta às partes interessadas, seguido de votação pela diretoria da agência. Se a versão final for aprovada, a medida poderá entrar em vigor já no próximo ano.

As fontes manifestaram preocupação com o retorno sobre o investimento: "Quem aprovaria um investimento de US$ 1 bilhão em um gasoduto sem garantias de que os direitos serão protegidos?" A Petrobras não respondeu aos pedidos de comentário; a Equinor, por sua vez, afirmou que a previsibilidade regulatória e a estabilidade das regras são essenciais para projetos que exigem investimentos de bilhões de dólares e ciclos de desenvolvimento superiores a dez anos.

O plano de gasoduto da Petrobras prevê o escoamento do gás produzido por duas unidades flutuantes de produção no estado de Sergipe até a costa, com capacidade combinada de processar até 22 milhões de metros cúbicos de gás natural e 240 mil barris de petróleo por dia, com a primeira produção de petróleo prevista para 2030.

Manter o gás natural a preços baixos é uma das principais preocupações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As fontes apontam que a proposta não aumentará a oferta total de gás, apenas redistribuirá os volumes entre os participantes do mercado, ao mesmo tempo em que gera incerteza sobre o retorno dos projetos.

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