Produção acumulada do ativo Tupi da Petrobras atinge 4 bilhões de barris de óleo equivalente
2026-08-14 09:46
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De acordo com pt.wedoany.com-Em 13 de agosto, a Petrobras divulgou que o ativo Tupi, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu produção acumulada de 4 bilhões de barris de óleo equivalente, tornando-se o primeiro ativo de óleo e gás a alcançar esse volume de produção nos 73 anos de história da empresa. Os 4 bilhões de barris referem-se ao equivalente em óleo da soma de petróleo e gás natural, não apenas à produção de petróleo bruto.

Tupi é um ativo central do desenvolvimento inicial do pré-sal brasileiro. O projeto produziu seu primeiro óleo em maio de 2009, e o primeiro sistema comercial de produção do pré-sal entrou em operação em 2010. A área de desenvolvimento está localizada na costa sudeste do Brasil, com profundidade total máxima dos reservatórios de óleo e gás de aproximadamente 7.000 metros, incluindo cerca de 2.000 metros de lâmina d'água, cerca de 2.000 metros de camada de sal e cerca de 3.000 metros de camada rochosa. O desenvolvimento inicial impulsionou as tecnologias brasileiras de perfuração e completação em águas ultraprofundas, sistemas de produção submarina, transporte de óleo e gás de longa distância e plataformas flutuantes de produção.

Após ajustes de aumento de produção e gestão de reservatórios, o ativo Tupi/Iracema voltou a atingir este ano o nível de produção de 1 milhão de barris de petróleo por dia, patamar que já havia sido alcançado em 2019. Em 2025, a Petrobras conectou 11 novos poços produtores no ativo, elevando o número total de poços perfurados para mais de 150. Atualmente, nove unidades de produção marítima são responsáveis pelo processamento, armazenamento e escoamento de óleo e gás.

O ativo Tupi entrou na fase de desenvolvimento contínuo de campos maduros, e os trabalhos futuros serão focados na implantação de novos poços, aumento do fator de recuperação, otimização do sistema de injeção de água e extensão da vida útil das instalações marítimas existentes. A Petrobras também está avaliando a viabilidade de instalar uma nova plataforma de produção após 2031 e estudando a extensão da vida operacional de algumas plataformas existentes. Novos poços, nova plataforma e planos de extensão de vida ainda dependem de aprovação dos parceiros do projeto e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Tupi é operado pela Petrobras, com parceiros como Shell e Petrogal Brasil, e a empresa brasileira de gestão do pré-sal PPSA representa o governo federal na partilha do reservatório de Tupi. A redivisão dos direitos sobre o reservatório concluída no final de 2025 ajustou a participação da Petrobras no reservatório compartilhado de Tupi de 67,216% para 67,457%.

A recuperação da produção de Tupi também faz parte dos esforços da Petrobras para aumentar a capacidade produtiva de ativos maduros do pré-sal. A empresa planeja mitigar o declínio natural dos grandes campos por meio da otimização da gestão de reservatórios, aumento da eficiência de injeção de água, conexão de novos poços e extensão da vida útil das instalações existentes. Além de Tupi, os campos de Búzios e Mero, na Bacia de Santos, também são as principais fontes de aumento de produção do pré-sal brasileiro.

De acordo com o plano de negócios 2026-2030 da Petrobras, o pré-sal poderá representar até 82% da produção total de óleo e gás da empresa durante o período do plano. Até 2030, a produção total de petróleo e gás da empresa deverá permanecer na faixa de 3,1 a 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

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