Estado de São Paulo instala 1,3 MW de energia solar fotovoltaica em 40 escolas

2026-08-20 09:46
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De acordo com pt.wedoany.com-O governo do estado de São Paulo lançou um projeto de energia solar para escolas na região litorânea, com planos de instalar sistemas fotovoltaicos com capacidade total de 1,3 megawatts (MW) em 40 escolas estaduais, com geração anual estimada em cerca de 1,7 gigawatts-hora (GWh). O projeto é implementado em parceria com a distribuidora local de energia Neoenergia Elektro.

O investimento total é de aproximadamente 6 milhões de reais (cerca de 1,15 milhão de dólares), integralmente financiado pelo Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e será destinado ao diagnóstico do consumo de energia das escolas, à modernização dos sistemas de iluminação e à construção dos sistemas fotovoltaicos.

A geração solar fotovoltaica deverá atender cerca de 75% da demanda de eletricidade das escolas participantes, com produção anual equivalente ao consumo de aproximadamente 770 residências. O projeto beneficiará diretamente cerca de 29 mil estudantes, professores e funcionários. As escolas selecionadas foram definidas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) e estão distribuídas em 12 municípios: Bertioga, Cananéia, Guarujá, Ilhabela, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Registro e Ubatuba.

Antes da implementação das medidas de eficiência energética, cada escola passará por uma avaliação de suas instalações e do consumo de energia, a fim de identificar pontos de desperdício e oportunidades de redução do uso de eletricidade. A modernização do sistema de iluminação é uma das medidas previstas no plano, com foco na redução do consumo de energia e na melhoria das condições ambientais no ambiente escolar.

O projeto também considera o aumento da demanda de eletricidade decorrente do uso de aparelhos de ar-condicionado nas escolas. O governo estadual afirma que a popularização do ar-condicionado elevou a carga elétrica das escolas, mas também melhorou as condições de trabalho dos professores e o ambiente de aprendizado dos alunos. A combinação de eficiência energética com geração solar fotovoltaica compensará parcialmente esse impacto e reduzirá os gastos do estado com eletricidade.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, afirmou que a energia solar é especialmente adequada para escolas, pois a maior parte do consumo de eletricidade ocorre durante o dia. Ela destacou que o programa está alinhado à política do governo estadual de promover a transição energética e ampliar as fontes renováveis, e que os recursos economizados com a redução dos gastos com energia poderão ser utilizados em outras áreas do governo. Resende também afirmou que as escolas se tornarão espaços práticos para o aprendizado sobre geração de energia limpa, eficiência energética e economia de baixo carbono.

O projeto também busca integrar a sustentabilidade ao cotidiano escolar. O governo estadual espera que os sistemas fotovoltaicos se tornem exemplos concretos para que estudantes e comunidades compreendam a produção de energia renovável e o uso racional da eletricidade. O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder, enfatizou que o programa combina redução de custos com educação ambiental e ações inovadoras no ambiente escolar. A Neoenergia Elektro, responsável pelos investimentos no âmbito do Programa de Eficiência Energética, atende 223 municípios do estado de São Paulo. A vice-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, afirmou que a construção das usinas fotovoltaicas contribui para aproximar a transição energética da população e do ambiente educacional. Ela também mencionou que a Neoenergia investiu 113 milhões de reais em projetos de eficiência energética em 2025, com ações que beneficiaram mais de 160 mil unidades consumidoras em todo o país.

O projeto das escolas ocorre em paralelo a outro programa do governo estadual de São Paulo para ampliar a geração solar fotovoltaica no setor público. No início de julho, o governo divulgou a lista dos municípios selecionados, e as prefeituras de 214 cidades receberão apoio para projetos de energia solar fotovoltaica. O programa visa reduzir os gastos municipais com eletricidade, ampliar a aplicação de soluções de energia renovável e contribuir para as políticas estaduais de enfrentamento às mudanças climáticas, estando intimamente relacionado aos objetivos do Plano de Ação Climática 2050 (PAC 2050) e do Plano Energético Estadual (PEE 2050). A primeira fase prevê um investimento de 5 milhões de reais, com recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). A lista dos municípios selecionados foi publicada no Diário Oficial, e as prefeituras serão notificadas em seguida para apresentar a documentação necessária conforme a disponibilidade dos recursos.

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