Associação Solar da Colômbia apresenta nove medidas ao novo presidente para promover a autogeração e a geração distribuída

2026-08-20 09:47
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De acordo com pt.wedoany.com-A Associação Solar da Colômbia (ACOSOL) submeteu ao novo presidente do país, Abelardo de la Espriella, uma proposta de agenda institucional com nove eixos de ação para acelerar o desenvolvimento da autogeração e da geração distribuída, abrangendo revisão regulatória, supervisão da rede elétrica, simplificação de procedimentos e inclusão do armazenamento de energia no planejamento.

A proposta destaca que famílias, setores comercial, industrial e agrícola, investidores e desenvolvedores enfrentam múltiplos obstáculos em projetos de autogeração e geração distribuída. A associação considera que os esforços de melhoria devem concentrar-se em quatro instituições: o Ministério de Minas e Energia, a Comissão de Regulação de Energia e Gás (CREG), a Superintendência de Serviços Públicos Domiciliares (SSPD) e a Unidade de Planejamento Minero-Energético (UPME).

A falta de uniformidade na aplicação das normas pelos operadores de rede foi apontada pela associação como um dos problemas mais relevantes. A ACOSOL afirma que os operadores impõem requisitos técnicos ou documentais adicionais, interpretações divergentes da regulamentação, atrasos nos processos de conexão e dificuldades administrativas e técnicas nas etapas de conexão e entrada em operação das instalações. Diante disso, a associação propõe fortalecer as funções de inspeção, vigilância e controle da SSPD por meio de mecanismos específicos, a fim de identificar exigências adicionais, diferenças injustificadas de critérios ou práticas que se afastem da regulamentação nacional. O objetivo não é reduzir a responsabilidade dos operadores de rede quanto à segurança e confiabilidade do sistema elétrico, mas garantir que os requisitos sejam aplicados de forma uniforme, transparente e proporcional em todo o território nacional.

A atualização do marco regulatório é outro ponto central da proposta. A associação reconhece o papel da Resolução CREG 030 (2018) e sua sucessora, a Resolução CREG 174 (2021), no desenvolvimento do setor, e recomenda revisar, à luz da evolução tecnológica e do crescimento do mercado, disposições como limites de potência, capacidade de integração de recursos energéticos distribuídos, procedimentos e prazos de conexão, garantias e condições econômicas para a injeção e liquidação de excedentes.

No que se refere aos estudos das redes de distribuição, a ACOSOL propõe que qualquer modificação nos limites de penetração seja baseada em estudos atualizados sobre as condições reais das redes. A associação afirma que atualmente é difícil obter, junto a alguns operadores de rede, informações detalhadas suficientes sobre capacidade disponível, níveis de penetração, limitações técnicas e comportamento do sistema de distribuição, e por isso exige a criação de mecanismos para fornecer informações técnicas padronizadas, além da realização de estudos nacionais para avaliar a capacidade da rede colombiana de integrar níveis mais elevados de autogeração, geração distribuída e armazenamento de energia. Esses trabalhos contarão com a participação da CREG, da UPME, dos operadores de rede, da academia, das associações do setor e de especialistas independentes.

A agenda também propõe reformar os procedimentos da UPME para simplificar o acesso aos benefícios tributários para projetos de fontes não convencionais de energia renovável (FNCER). A associação aponta que os problemas atuais incluem longos tempos de resposta, exigências documentais, interpretações divergentes sobre a elegibilidade de bens e serviços e retrabalho administrativo. Recomenda-se a simplificação por meio da padronização de critérios técnicos, definição de prazos efetivos de resposta, maior rastreabilidade dos processos e introdução de ferramentas digitais. A associação também solicita a criação de uma janela única para autogeração e geração distribuída, que facilite a troca de informações entre diferentes entidades e evite que usuários e empresas apresentem documentos repetidamente a múltiplas instituições.

Em relação ao Ministério de Minas e Energia, a ACOSOL exige maior consistência na interpretação do Regulamento Técnico de Instalações Elétricas (RETIE) quanto à certificação, declarações de conformidade e aplicação dos requisitos conforme a capacidade das instalações. A associação ressalta que a simplificação não deve reduzir os padrões de segurança elétrica, mas sim estabelecer requisitos claros, tecnicamente justificáveis e proporcionais ao risco, com implementação uniforme. A associação também recomenda que o ministério promova uma política integrada de autogeração que abranja regulação, planejamento, supervisão, incentivos, armazenamento de energia e modernização das redes de distribuição.

Como medida concreta de coordenação, a ACOSOL propõe a criação de um grupo técnico interministerial de alto nível, com a participação do Ministério de Minas e Energia, da CREG, da SSPD, da UPME e de representantes do setor, com objetivos, responsáveis, cronograma e mecanismos de acompanhamento definidos. A associação observa que um mesmo projeto está frequentemente sujeito simultaneamente às regulamentações da CREG, às normas técnicas do Ministério de Minas e Energia, aos processos de conexão dos operadores de rede, à supervisão da SSPD e aos procedimentos da UPME, e que uma maior coordenação contribuiria para a elaboração de um roteiro que reduza os obstáculos ao desenvolvimento, sem comprometer a segurança, a confiabilidade e a qualidade do sistema elétrico colombiano. A associação já solicitou reuniões com o governo para apresentar os problemas identificados e as recomendações técnicas.

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