EUA ajustam política de apoio a preços de minerais críticos, passando a enfatizar a independência financeira dos projetos
2026-01-29 16:23
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De acordo com a Reuters, várias fontes revelaram que as autoridades norte-americanas estão ajustando sua estratégia de apoio a preços para projetos de minerais críticos, abandonando o plano de estabelecer preços mínimos para esses projetos. Esse ajuste reflete considerações sobre a situação financeira e a complexidade dos mecanismos de mercado.

As informações indicam que essa mudança de política ocorreu durante a revisão, por um comitê relevante do Senado, do acordo de garantia de preços concedido à MP Materials no ano passado. O ajuste na política dos EUA para minerais críticos pode colocá-los em divergência com as medidas conjuntas de apoio a preços que outros membros do G7 estão discutindo. Essas medidas visam promover a produção de minerais necessários para veículos elétricos, semicondutores, sistemas de defesa e eletrônicos de consumo.

Em uma reunião fechada realizada em Washington no início deste mês, dois altos funcionários do governo deixaram claro para executivos de empresas de mineração que projetos futuros precisariam comprovar sua viabilidade financeira sem depender do apoio governamental a preços. Três participantes confirmaram essa informação à Reuters. Audrey Robertson, Secretária Assistente do Departamento de Energia dos EUA e Diretora do Escritório de Minerais Críticos e Inovação Energética, afirmou na reunião: "Não estamos aqui para carregar vocês. Não contem conosco para isso." Ela participou da reunião junto com Joshua Crone, da Administração de Comércio Internacional do Departamento de Comércio.

De acordo com as fontes, ambos os funcionários informaram aos participantes que o governo atualmente não tem capacidade para continuar fornecendo garantias de preço mínimo. Essa posição contrasta com declarações feitas em julho do ano passado, quando autoridades haviam dito que o apoio ao preço concedido à MP Materials "não era único" e prometeram medidas semelhantes para outros projetos.

Desde o ano passado, o governo dos EUA realizou investimentos de capital em várias empresas de mineração, mas nenhum incluiu cláusulas de garantia de preço, o que gerou discussões sobre a continuidade da estratégia de apoio do governo nessa área. O setor tem buscado vários tipos de apoio governamental para aumentar sua competitividade, argumentando que produtores de outros países com respaldo estatal podem influenciar o mercado através de estratégias de preço.

A Casa Branca não esclareceu se haverá um novo plano de apoio a preços, mas afirmou que continuará a promover otimizações regulatórias, ajustes fiscais e investimentos direcionados em áreas-chave, ao mesmo tempo em que enfatiza a gestão de recursos. Críticos argumentam que as garantias de preço podem trazer riscos financeiros, exigindo subsídios do governo quando os preços de mercado caem, o que poderia se tornar um fardo de longo prazo. Especialistas jurídicos também apontam que tais medidas podem enfrentar considerações relacionadas a leis de compras, comércio e orçamento.

Abandonar o preço mínimo não significa eliminar completamente o apoio a projetos de mineração. O governo ainda pode estabilizar o fornecimento de minerais críticos através de medidas como construção de reservas, participação acionária e requisitos de localização. Outros países também estão considerando arranjos políticos em áreas semelhantes.

O acordo com a MP Materials recebeu atenção especial. Fontes adicionais disseram que o acordo envolve uma garantia de preço de pelo menos US$ 110 por quilo para dois terras-raras, e questões sobre a autorização orçamentária para esses fundos chamaram a atenção de alguns funcionários do governo e legisladores. Desde que o acordo foi firmado, as condições de mercado mudaram, e outra empresa recentemente indicou planos de adquirir terras-raras semelhantes por US$ 125 por quilo.

Fontes revelaram que, ao considerar investimentos futuros, o governo percebeu a falta de autorização clara para alocar recursos para garantias de preço. Essa percepção surgiu em parte de questionamentos do comitê relevante do Senado, que havia solicitado esclarecimentos sobre o apoio ao preço recebido pela MP Materials e a estratégia de investimento do governo em minerais. Funcionários do comitê confirmaram o pedido de reunião, mas não comentaram mais.

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