O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, assinou, no dia 10 de janeiro, em Abu Dhabi, um Memorando de Entendimento (MoU) com o Ministério do Investimento dos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de promover a exploração e o desenvolvimento de minerais estratégicos essenciais para a transição energética. De acordo com o MME, “a parceria representa um marco na cooperação entre os dois países e prevê investimentos que podem alcançar R$ 15 bilhões em diversas áreas, como pesquisa mineral, processamento, comercialização, transferência de tecnologia e capacitação de mão de obra”.
O território ártico abriga estimadas 38,5 milhões de toneladas de terras raras, além de expressivos depósitos de urânio (593 mil toneladas), zinco (81,6 milhões de toneladas), e reservas significativas de níquel e cobalto.
O Brasil está numa posição privilegiada no cenário global quando se trata de minerais críticos e estratégicos. Possui reservas significativas de ferro, cobre, níquel, bauxita, terras raras e lítio. Tem 15 dos 51 minerais considerados críticos pelos Estados Unidos. No entanto, não há uma política específica para esses recursos até agora, ao contrário de outros países mineradores, como China, Canadá, Austrália, entre outros.