As equipes de pesquisa da Universidade de Munique, Universidade Emory e Instituto de Tecnologia da Geórgia publicaram na revista Science Robotics resultados que demonstram um sistema de nanorrobôs baseado em estruturas de DNA dobrável reconfiguráveis. Esta pesquisa alcançou a operação autônoma dos nanorrobôs sem necessidade de energia externa.
Philip Tinnefeld, co-líder do projeto de nanorrobôs, afirmou: “O arranjo de DNA dobrável reconfigurável foi introduzido pelo laboratório de Yonggang em 2017.” A equipe investigou os mecanismos de transformação do arranjo de DNA dobrável usando técnicas de sondagem de molécula única, e os resultados foram publicados na revista Nature Communications.
O sistema de nanorrobôs desenvolvido apresenta um design de hardware multiestável, em que cada unidade de conexão pode ser programada individualmente. As doutorandas Fiona Cole e Martina Pfeiffer, da Universidade de Munique, propuseram uma abordagem inovadora, considerando o arranjo como um sistema de hardware programável. Esses nanorrobôs conseguem armazenar energia em cadeias de DNA pré-carregadas e realizar movimentação autônoma por meio de deformações.
A pesquisa demonstra que o nanorrobô pode interagir com diversas moléculas, proteínas e sinais de luz, superando a limitação da tecnologia tradicional de DNA, que interage apenas com ácidos nucleicos. Os pesquisadores destacam que esse avanço oferece novas possibilidades para aplicações em diagnóstico médico e entrega direcionada de fármacos.
A equipe pretende avançar ainda mais no estudo de nanorrobôs, explorando operações em ambientes tridimensionais e considerando fontes alternativas de energia, como movimento browniano ou energia luminosa.













