Um estudo recente publicado na revista *Environmental Science & Technology* pela Northeastern University, nos Estados Unidos, propõe um novo método para extrair elementos de terras raras de rejeitos de mineração de carvão. Este método, que combina pré-tratamento químico com controle de temperatura por meio de um reator de micro-ondas, aumenta a eficiência da extração de duas a três vezes em comparação com os métodos tradicionais. Os elementos de terras raras são amplamente utilizados em diversos campos tecnológicos, mas sua extração continua sendo um desafio. Os rejeitos de carvão (subprodutos da mineração) mostrados na imagem oferecem uma solução.

A professora assistente Damilora Daramora, da equipe de pesquisa, afirmou: "Essa combinação de estimulação térmica ao material altera sua estrutura sólida, extraindo assim valiosos elementos de terras raras". O primeiro autor, Lawrence Ajay, destacou que os Estados Unidos possuem um grande número de minas abandonadas utilizáveis; por exemplo, somente a Pensilvânia contém aproximadamente 2 bilhões de toneladas de rejeitos de carvão.
Embora este método demonstre potencial, sua ampla adoção ainda enfrenta desafios. Daramora observou que os reatores de micro-ondas são caros e a composição dos rejeitos de carvão varia significativamente entre diferentes regiões, exigindo uma validação adicional da adaptabilidade do processo. Além disso, a extração em escala industrial deve considerar de forma abrangente fatores ambientais e sociais, como a separação de outros minerais e o tratamento de efluentes.
A China detém atualmente uma participação significativa no mercado global de fornecimento de terras raras. Esta pesquisa oferece um caminho tecnológico para que os Estados Unidos diversifiquem sua cadeia de suprimentos de minerais críticos, ajudando a reduzir a dependência de recursos externos e a aumentar a segurança do fornecimento de terras raras.












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