TotalEnergies da França reinicia integralmente projeto de GNL de US$ 20 bilhões em Moçambique
2026-03-20 11:18
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O gigante energético francês TotalEnergies anunciou oficialmente recentemente que todas as suas operações terrestres e offshore em Moçambique foram totalmente retomadas. Este marco histórico marca o retorno do projeto aos trilhos após anos de suspensão, injetando novo impulso no desenvolvimento energético da região da África Oriental.

O reinício integral abrange as principais áreas operacionais do projeto, incluindo as instalações de liquefação terrestres na Península de Afungi e as plataformas de perfuração offshore nas águas adjacentes. O proprietário do projeto declarou que, após rigorosas avaliações de segurança e ajustes de equipamentos, todos os sistemas estão agora prontos para operação, garantindo produção e exportação contínuas e estáveis de gás natural. Atualmente, o progresso geral do projeto atingiu 40%, com mais de 4.000 trabalhadores mobilizados na base de Afungi, dos quais mais de 3.000 são funcionários moçambicanos. A TotalEnergies prevê que o projeto alcançará sua primeira produção de GNL em 2029.

O projeto de GNL de Moçambique é um dos maiores investimentos estrangeiros diretos em África, com um investimento total de aproximadamente US$ 20 bilhões. O projeto é operado pela TotalEnergies, que detém 26,5% das participações, e inclui parceiros como a empresa estatal de petróleo de Moçambique (ENH), a japonesa Mitsui e a indiana ONGC Videsh, entre outros gigantes energéticos internacionais. O sucesso do reinício do projeto não só elevará significativamente a posição de Moçambique no mercado global de GNL, mas também criará milhares de empregos locais e impulsionará a construção de infraestruturas relacionadas. Estima-se que, durante a fase de construção, o projeto possa fornecer até 7.000 empregos diretos para cidadãos moçambicanos, e os contratos com empresas locais devem ultrapassar US$ 4 bilhões.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, comentou: "O reinício do projeto é um marco importante para a economia nacional, reafirmando a confiança dos parceiros internacionais no potencial energético, institucional e humano de Moçambique. Ele promoverá diretamente o emprego e consolidará a posição de Moçambique como um centro energético regional."