China opera 48 ativos mineiros na América Latina, com projetos de lítio na Argentina como núcleo
2026-03-26 11:15
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De acordo com o mapeamento mais recente da consultoria GEM, a China opera 48 ativos mineiros em 12 países da América Latina e Caribe, envolvendo recursos estratégicos como ferro, cobre, lítio, ouro, nióbio e fosfatos. Essa expansão possui características industriais e de longo prazo, com a China não apenas extraindo minerais, mas também integrando etapas de processamento e refino para aumentar o valor agregado da cadeia produtiva.

A Argentina lidera a região com 12 ativos distintos, principalmente devido às vantagens de suas reservas na região do Triângulo do Lítio. A China, através de uma estratégia de posicionamento precoce, assegura o fornecimento de lítio para sua indústria de veículos elétricos. A Ganfeng Lithium possui 100% das ações dos projetos Mariana e Pozuelos-Pastos Grandes, e detém 48% de participação no projeto Cauchari-Olaroz. A Zijin Mining controla o projeto Tres Quebradas na província de Catamarca, atualmente em fase de construção. A Shandong Gold mantém-se ativa no setor de metais preciosos, possuindo 50% das ações das minas de ouro Veladero e La Ortiga.

O Brasil possui 11 ativos mineiros, conhecidos por sua diversidade de recursos. Empresas como a CMOC dominam a extração de nióbio e fosfatos, minerais utilizados na produção de aços especiais e fertilizantes. Um consórcio chinês detém 15% das ações da CBMM, uma importante operação global de nióbio. O Peru tem 8 ativos e continua sendo uma fonte importante de minério de cobre, com projetos como Las Bambas e Toromocho fornecendo cobre para a rede elétrica e a indústria manufatureira chinesas.

O relatório da GEM aponta que os governos latino-americanos enfrentam um desafio central: como obter benefícios de conteúdo local e infraestrutura compartilhada a partir dos investimentos mineiros. O relatório cita o alerta da consultoria: "Os minerais saem, mas o valor agregado deve ficar. O investimento só é uma oportunidade real quando se transforma em cadeia produtiva." Especialistas afirmam que, quando um ativo possui escala, clareza regulatória e vantagens logísticas, a China está disposta a pagar um prêmio estratégico acima do valor financeiro, refletindo sua visão de longo prazo para a soberania industrial.

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