Estudo da Universidade de Bochum, no Ruhr, Alemanha, descobre que bactérias do solo podem decompor substâncias químicas tóxicas
2026-04-01 14:14
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De acordo com pt.wedoany.com-Uma equipa de investigação da Universidade de Bochum, no Ruhr, Alemanha, publicou recentemente um estudo na revista "Applied and Environmental Microbiology", revelando o papel crucial das bactérias do solo na degradação de substâncias químicas tóxicas. O grupo de Biotecnologia Microbiana, liderado pelo Professor Dirk Tischler, focou-se na bactéria *Rhodococcus opacus* 1CP, descobrindo que ela pode decompor compostos aromáticos industriais como fenol, cresol e estireno através de múltiplas vias metabólicas. Estas substâncias são altamente tóxicas e tendem a acumular-se no ambiente, representando uma ameaça aos ecossistemas.

Esta bactéria possui um genoma extenso, codificando um grande número de enzimas redundantes, o que lhe permite adaptar-se a diferentes condições ambientais, como níveis de oxigénio, temperatura e variações nutricionais, processando continuamente as toxinas. Quando encontra compostos como o estireno, a bactéria ativa processos metabólicos que convertem a substância em dióxido de carbono, obtendo simultaneamente energia e purificando o ambiente. Tischler explicou: "Compreender estes mecanismos não é apenas crucial para limpar o ambiente, mas também pode ajudar os ecossistemas a gerir os poluentes por si próprios."

Os investigadores observaram que, mesmo quando certas enzimas ficam inativas, enzimas substitutas da mesma categoria podem intervir, iniciando novas vias metabólicas que asseguram a decomposição contínua dos compostos aromáticos. Na degradação do fenol e do cresol, normalmente três enzimas iniciam o processo, mas se estas forem desativadas, outras enzimas compensam, destacando a adaptabilidade e robustez das bactérias na remoção de poluentes. Esta capacidade é particularmente importante no contexto das alterações climáticas, que tornam as condições ambientais imprevisíveis.

Ao aproveitar a capacidade metabólica natural das bactérias do solo, os cientistas visam reduzir o impacto ecológico das substâncias químicas tóxicas e promover práticas ambientais sustentáveis. Este estudo fornece novos insights para a biorremediação e apoia o desenvolvimento de estratégias para ajudar os ecossistemas a combater os poluentes industriais. Trabalhos futuros explorarão mais enzimas e vias, de forma a otimizar a aplicação das bactérias na limpeza ambiental, mitigando os danos a longo prazo dos poluentes e destacando o potencial das soluções microbianas para enfrentar os desafios ambientais globais.

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