De acordo com pt.wedoany.com-A American Antimony retomou a mineração de antimônio na mina Bruin Water, em Montana, com planos de iniciar a produção comercial no segundo trimestre de 2024, visando uma capacidade anual de 5 milhões de libras (aproximadamente 2.268 toneladas) de metal antimônio. O projeto já recebeu um investimento de US$ 12 milhões para atualização de equipamentos e reparos em túneis da mina. A produção total para 2024 está estimada em 2 milhões de libras, com a capacidade escalando para o valor projetado em 2025.
Fundada em 1969 e sediada no Colorado, a American Antimony é uma das apenas duas produtoras primárias de antimônio do mundo e detém 60% do mercado norte-americano, com foco principal na mineração de antimônio, ouro e prata. Sua operação em Montana está ativa desde o final do século XIX, mas foi suspensa em 2012 devido aos baixos preços do metal. A retomada visa enfrentar a tensão na cadeia global de suprimentos de antimônio – a China responde por 48% da produção global, mas suas exportações caíram 23% em 2023.
O projeto utiliza um processo combinado de "mineração a céu aberto + beneficiamento subterrâneo". A usina de beneficiamento está equipada com três células de flotação, cada uma com capacidade de processar 500 toneladas de minério por dia, alcançando uma taxa de recuperação de antimônio de 85%. Dados públicos indicam que a mina possui reservas provadas de 12 milhões de libras de antimônio, suficientes para cerca de 6 anos na capacidade atual, com planos de expandir os recursos por meio de perfurações mais profundas. O concentrado de antimônio produzido será enviado para uma fundição no México para processamento, e o produto final será fornecido a clientes nos setores de defesa, retardantes de chama e energia solar fotovoltaica dos EUA.
A American Antimony assinou um acordo de fornecimento prioritário com a Defense Logistics Agency dos EUA para 2024-2026, garantindo uma compra anual de 1 milhão de libras. A empresa também está avançando com um projeto de mina de antimônio-ouro em Idaho, previsto para entrar em operação em 2025. A capacidade combinada das duas minas atingirá 8 milhões de libras por ano, atendendo a 40% da demanda doméstica dos EUA.
O mercado global de antimônio está passando por uma transformação estrutural: a China incluiu o antimônio em seu catálogo de minerais estratégicos, com controles de exportação mais rigorosos; o fornecimento da Rússia está limitado por sanções; e a entrada em operação de uma nova mina no Tajiquistão está atrasada. A retomada do projeto da American Antimony não apenas preenche a lacuna de oferta na América do Norte, mas também impulsiona uma transferência do poder de precificação global do antimônio para a região. De acordo com previsões do grupo CRU, o preço do antimônio deve se manter elevado em 2024, em torno de US$ 18.000 por tonelada, um aumento de 12% em relação a 2023, proporcionando ampla margem de lucro para o projeto.
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