De acordo com pt.wedoany.com-O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do Brasil publicou, em 13 de maio, duas resoluções que estabelecem diretrizes para o desenvolvimento e a aquisição de sistemas de armazenamento hidráulico, ou seja, usinas hidrelétricas reversíveis. O conselho aprovou a Resolução nº 8 em sua reunião de 1º de abril, após o Ministério de Minas e Energia (MME) apontar que os sistemas de armazenamento hidráulico contribuem para ampliar a oferta de energia, aumentar a flexibilidade operacional e reforçar a resiliência do sistema elétrico. De acordo com a norma, projetos de geração caracterizados como usinas hidrelétricas reversíveis poderão ter prioridade nos processos de licitação e implementação, conforme previsto na Lei nº 9.478/1997. As diretrizes exigem que os instrumentos de planejamento energético de curto, médio e longo prazo considerem a implementação desses projetos para ampliar a oferta de energia e a flexibilidade do sistema, apoiar a integração de fontes renováveis variáveis, melhorar a resiliência operacional do setor elétrico e potencializar os benefícios locacionais e hidrológicos associados aos reservatórios.
Os sistemas de armazenamento hidráulico podem fornecer serviços como disponibilidade de potência, serviços auxiliares e atributos operacionais, incluindo controle de tensão, regulação de frequência, partida rápida e autorrecuperação, além de oferecer flexibilidade operacional e armazenamento de energia. As características técnicas e econômicas desses serviços serão detalhadas pelo MME no âmbito das diretrizes para leilões ou outros mecanismos competitivos. Nos processos competitivos, deverão ser consideradas as necessidades apontadas no Plano Decenal de Expansão de Energia, a natureza de longo prazo dos investimentos, os sinais locacionais e de regulação hidrológica, bem como a compatibilidade com os instrumentos de outorga, licenciamento ambiental e gestão de recursos hídricos. Os requisitos mínimos para a participação de usinas hidrelétricas reversíveis na competição serão definidos pelo MME em articulação com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Os mecanismos de aquisição deverão garantir previsibilidade de receitas e prazos compatíveis com a natureza do investimento, vinculando a remuneração à disponibilidade de potência e ao desempenho operacional do projeto. Entre os critérios de priorização, poderão ser considerados os benefícios locacionais para o Sistema Interligado Nacional, o tempo de descarga do reservatório a plena potência, a minimização dos impactos socioambientais e da área inundada, e a otimização do aproveitamento de reservatórios existentes. Os projetos também deverão avaliar a viabilidade de reservatórios de usos múltiplos, considerando usos como geração de energia, irrigação, abastecimento de água e controle de cheias. Em outra resolução, o CNPE determinou que a EPE realizará estudos de inventário hidrelétrico para identificar e desenvolver projetos de sistemas de armazenamento hidráulico. O trabalho da EPE será supervisionado pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Ministério dos Povos Indígenas, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, entre outros órgãos.
Com base nos resultados dos estudos, a EPE deverá selecionar projetos prioritários para a realização de estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e de disponibilidade hídrica, com o objetivo de propor uma carteira de projetos e preparar futuros processos licitatórios. Os estudos de inventário deverão considerar diretrizes como a expansão da capacidade de armazenamento de energia e os reservatórios de usos múltiplos. As usinas hidrelétricas reversíveis são compostas por dois reservatórios e geram energia, assim como as hidrelétricas convencionais, através do desnível do fluxo de água, com a diferença de que, quando os preços estão baixos, o sistema bombeia água do reservatório inferior para o superior. Esse processo consome energia, mas o benefício reside em incorrer em perdas quando há excesso de oferta, permitindo assim gerar energia a um custo menor quando a oferta é limitada.
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