Universidade de Saragoça, na Espanha, desenvolve nova tecnologia de membrana MOF para captura direta de CO2 do ar
2026-05-19 18:12
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De acordo com pt.wedoany.com-Uma equipa de investigação do Instituto de Nanociência e Materiais de Aragão (INMA), um centro conjunto da Universidade de Saragoça e do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha, desenvolveu com sucesso uma nova tecnologia baseada numa membrana avançada de material MOF, capaz de capturar dióxido de carbono diretamente da atmosfera. Os resultados foram publicados recentemente na revista académica "Advanced Materials", oferecendo uma nova solução sustentável para combater as alterações climáticas e reduzir a concentração de gases com efeito de estufa.

Este estudo aplica, pela primeira vez, membranas ultrafinas no domínio da Captura Direta do Ar (DAC). Ao contrário dos métodos tradicionais de redução de emissões, que visam fontes poluentes específicas, a tecnologia DAC permite remover o dióxido de carbono já disperso na atmosfera. Os investigadores são do Departamento de Engenharia Química e Tecnologia Ambiental da Universidade de Saragoça, integrados no grupo de investigação de Membranas e Catálise com Materiais Nanoestruturados (MECANOS) do INMA. Eles salientam que as unidades de DAC podem ser instaladas em qualquer local do planeta, sem necessidade de proximidade a fontes de emissão industrial, permitindo assim o aproveitamento de zonas ricas em energias renováveis como a solar, eólica ou geotérmica, reduzindo o consumo energético do processo.

O núcleo da tecnologia reside na utilização de materiais MOF (Estruturas Metalorgânicas), um tipo de estruturas porosas considerado um grande avanço na química de materiais e que serviu de base à investigação galardoada com o Prémio Nobel da Química de 2025. A equipa de investigação modificou um material chamado ZIF-8, utilizando uma técnica original de troca sequencial de ligandos desenvolvida pelo INMA, aumentando significativamente a capacidade do material para capturar moléculas de dióxido de carbono. Esta combinação de materiais à nanoescala permite que a membrana separe o dióxido de carbono com alta precisão e mantenha um elevado fluxo de ar, mesmo em condições próximas das atmosféricas reais (onde a concentração de dióxido de carbono é de apenas 0,04% do ar).

A Captura Direta do Ar é considerada pela comunidade internacional como uma das tecnologias emergentes importantes para travar o aquecimento global e atingir as metas climáticas. Atualmente, instituições de investigação de vários países dedicam-se a melhorar a sua eficiência e a reduzir o consumo energético. Este avanço da equipa do INMA da Universidade de Saragoça coloca a capacidade científica da região de Aragão na vanguarda internacional no domínio dos materiais sustentáveis e das tecnologias de captura de carbono.

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