Leilão da PPSA em agosto pode ofertar 117 milhões de barris de petróleo
2026-05-21 18:24
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De acordo com pt.wedoany.com-A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) planeja realizar seu sexto leilão de longo prazo no dia 26 de agosto, na bolsa B3, com um volume estimado de 106,5 milhões de barris de petróleo. A informação foi antecipada pelo diretor de Administração, Finanças e Comercialização da PPSA, Samir Awad, durante o painel da Argus Rio Crude Conference, em 19 de maio.

Com a aceleração da produção nos campos do pré-sal, a estimativa pode ser revisada para cima. Após o evento, Awad afirmou que a avaliação do volume pode ser ajustada para 115 milhões de barris, podendo até mesmo chegar a 117 milhões de barris. Este leilão ofertará cargas provenientes dos campos de Mero, Itapu, Atapu, Sépia, Búzios e Bacalhau. Antes disso, a PPSA organizará, em 3 de junho, sua sexta venda spot, com previsão de oferta de 1,5 milhão de barris.

O rápido crescimento da parcela de petróleo da União decorre da alta do preço do petróleo, que antecipa o gatilho de recuperação de custos dos produtores. Uma vez atingido esse ponto, a parcela da União passa a ser o percentual integral acordado nos leilões de partilha de produção. Nos campos de Búzios e Mero, que respondem pela maior parte do volume da PPSA, a participação da União é de 23,24% e 41,65%, respectivamente. Awad explicou que Mero já acionou o gatilho neste mês, e a parcela da União em Mero aumentará em dois meses; já em Búzios, o caso é ainda mais significativo, com a parcela da União devendo aumentar quase 10 vezes assim que a recuperação de custos for alcançada.

A alta do petróleo também elevou a receita da PPSA para o governo federal. Segundo Awad, a projeção de receita para todo o ano de 2026 era de R$ 22 bilhões, mas até maio esse valor já pode estar próximo de R$ 18 bilhões, dependendo da produção final do mês. Ele afirmou que, a depender do preço do petróleo, a receita pode facilmente atingir entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões a serem recolhidos ao Estado. Além da alta do petróleo, o aumento de mais de 50% na produção da União também impulsionou a receita: a PPSA entregou 53 milhões de barris em 2025, enquanto a previsão de entrega para este ano é de 82 milhões de barris. Outro fator relevante são as receitas provenientes de acordos de unitização. Awad afirmou que a receita de unitização não está prevista no orçamento, pois depende da conclusão de acordos e pagamentos, e a PPSA recebeu quase R$ 1,4 bilhão não apenas do campo de Tupi, mas também de Sapinhoá.

Sobre o leilão de gás natural da União, originalmente previsto para o final de 2025, mas ainda não realizado, Samir Awad afirmou que a PPSA não conseguiu chegar a um acordo com a Petrobras para o escoamento do gás, devido a um impasse sobre preços, tarifas e penalidades. As negociações para o processamento do gás avançaram mais, mas a questão da precificação permanece pendente. A PPSA planeja renovar o contrato de processamento para tentar chegar a um acordo sobre o escoamento e, finalmente, realizar o leilão. Awad minimizou a não realização do leilão, apontando que a meta anunciada anteriormente era reduzir o preço de oferta do gás costeiro, prioridade número um do governo, mas com o custo atual da infraestrutura de gás, o preço de chegada do gás da PPSA à costa não poderia ser chamado de redução, portanto, o objetivo do governo, em primeiro lugar, não seria alcançável. Ele também destacou que o volume de gás que a PPSA pode ofertar é insuficiente para causar um 'choque de oferta': a empresa produz atualmente cerca de 300 mil metros cúbicos de gás por dia, enquanto o consumo nacional diário é de 50 milhões de metros cúbicos. Embora já tenha escala considerável na produção de petróleo, a produção de gás da PPSA não alterará a dinâmica de comercialização de gás no país. A expectativa é que a produção de gás da PPSA suba para cerca de 3 milhões de metros cúbicos por dia por volta de 2029.

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