De acordo com pt.wedoany.com-O Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, revela que o investimento médio das capitais brasileiras em serviços de saneamento básico é apenas um pouco mais da metade do valor necessário para atingir a meta de universalização.
O levantamento aponta que apenas uma cidade, Cuiabá, investiu acima do valor estimado pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). O plano prevê um investimento anual per capita de R$ 225 para universalizar o saneamento básico até 2033. A capital do Mato Grosso registrou um investimento per capita de R$ 349,98 entre 2020 e 2024. No extremo oposto do mesmo período, Rio Branco, no Acre, teve o menor investimento per capita, de apenas R$ 8,99. A média das 27 capitais foi de R$ 138,27.
O déficit de investimentos concentra-se principalmente na região Norte. Em Porto Velho, por exemplo, os serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto atendem apenas 30,74% da população. Já em Macapá, a cobertura de coleta de esgoto é ainda menor, de 14,94%.
O estudo mostra que apenas cinco capitais já atingiram a meta de 99% de cobertura no abastecimento de água, conforme estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento. No que diz respeito ao tratamento de esgoto sanitário, apenas sete cidades possuem índice de coleta de esgoto superior a 90%.
O relatório conclui que a maioria das capitais ainda está distante da meta de universalização para 2033, o que evidencia a necessidade de ampliar os investimentos em água e tratamento de esgoto nos próximos anos.
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