De acordo com pt.wedoany.com-A eleição presidencial colombiana em 21 de junho colocará frente a frente as visões de desenvolvimento dos dois candidatos nos setores de mineração e infraestrutura, áreas-chave da economia que impactam diretamente diversos projetos aguardando andamento. O candidato de esquerda, Iván Cepeda, propõe fortalecer as energias renováveis, respeitar as consultas populares contrárias à mineração e priorizar a construção de estradas terciárias. Já o candidato de direita, Abelardo De La Espriella, defende o incentivo a investimentos minerários, a expansão das concessões rodoviárias e a aceleração de projetos de infraestrutura.

No setor de mineração, dados da Associação Colombiana de Mineração (Colombian Mining Association) indicam que, em 2025, as exportações minerais do país totalizaram US$ 16,06 bilhões, uma contração de 5% em relação a 2024 e uma queda de 21% em relação ao recorde de US$ 20,3 bilhões registrado em 2022. As exportações minerais ainda representam 32% do total das vendas externas, e a atividade mineradora contribui com 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), chegando a representar até 80% da economia em municípios mineradores como La Guajira e Cesar, onde operam as minas de carvão de Cerrejón e Drummond. A produção de metais do país concentra-se em ouro, níquel, cobre e esmeraldas, com ativos principais incluindo a mina de níquel Cerro Matoso, as minas de ouro Segovia, Marmato e Buriticá, além das minas de esmeralda em Boyacá. Atualmente, a Colômbia possui apenas uma mina de cobre em operação, El Roble, localizada em Chocó, com projetos de exploração avançada em La Guajira, Cesar e Antioquia. Entre eles, o projeto Alacrán, com investimento de US$ 700 milhões, obteve licença ambiental em maio de 2026 e tem potencial para se tornar a segunda mina de cobre do país. Cepeda propõe respeitar as consultas populares contrárias à mineração e promulgar uma nova Lei de Mineração, objetivo não alcançado pelo governo de Gustavo Petro. Já De La Espriella planeja apoiar investimentos formais em ouro, cobre, prata e terras raras, além de combater a mineração ilegal em regiões como Chocó, Cauca e Bajo Cauca, em Antioquia, afirmando ser esta "a única forma de aproveitar a riqueza do subsolo sem entregá-la ao crime".
No setor de infraestrutura, as iniciativas estratégicas avançam lentamente ou estão paralisadas devido a incertezas eleitorais, lentidão processual, complexidade de autorizações e falta de financiamento. O resultado das eleições é crucial para destravar projetos de grande escala, como a Linha 2 do Metrô de Bogotá (Bogotá Metro Line 2), El Dorado Max, o Trem do Pacífico (Pacific Train), o corredor Villeta–Guaduas, o Trem do Rio (Río Train) e o novo aeroporto de Cartagena (Cartagena airport). Cepeda considera o fornecimento de água potável, internet de alta velocidade e energia limpa como componentes da infraestrutura nacional, sendo sua principal proposta um plano nacional de construção de estradas terciárias em áreas remotas, denominado "Caminhos da Paz". Ele sugere reformar o marco regulatório para permitir que conselhos de ação comunitária pavimentem ruas e que grupos locais realizem diretamente obras auxiliares. Na área de transportes, seu plano é orientado pela sustentabilidade ambiental e pela intermodalidade, fortalecendo o sistema ferroviário, promovendo o transporte fluvial e construindo estradas comunitárias. Para a costa do Pacífico, o plano inclui a expansão de portos populares e comunitários para fomentar a pesca artesanal, além de implementar controles fiscais e de segurança em portos, aeroportos e alfândegas para combater o contrabando e a lavagem de dinheiro. Ele também propõe modernizar a Rodovia Pan-Americana (Pan-American Highway), conectando Popayán ao Pacífico, e criar o Fundo Nacional pelo Direito à Água (National Fund for the Right to Water), além de fortalecer os aquedutos comunitários. De La Espriella afirma que investir em obras públicas é um caminho direto para gerar empregos e impulsionar a economia. Seu plano propõe investir anualmente 2 trilhões de pesos (cerca de US$ 553 milhões) na manutenção de estradas e 15 trilhões de pesos na pavimentação de corredores estratégicos como Medellín–Quibdó, Pereira–Quibdó e a Transversal del Carare. O plano também sugere fortalecer as concessões rodoviárias por meio de reformas nas Parcerias Público-Privadas (PPP), criar um Grupo de Resposta Contratual (Contractual Response Group) para destravar projetos paralisados, intervir em 2.000 km de estradas secundárias e descentralizar a rede de estradas terciárias para os municípios. Na área de transportes, promove as Linhas 2 e 3 do Metrô de Bogotá, o sistema Regiotram, o corredor Buga–Cali, a navegabilidade do Rio Magdalena, as obras do Canal do Dique (Dique canal), além de melhorias em portos e aeroportos como Buenaventura, Cartagena, Barranquilla, El Dorado Max e Aerocafé. Ele também menciona a construção de uma megaprisão de segurança máxima como parte do plano de infraestrutura institucional.
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