De acordo com pt.wedoany.com-Uma nova tecnologia desenvolvida com base nos dados meteorológicos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos conseguiu, pela primeira vez, prever com sucesso o número de casos do vírus do Nilo Ocidental. Este é o primeiro método do género capaz de prever com precisão a escala epidémica desta doença transmitida por mosquitos, a mais comum e com maior taxa de mortalidade nos EUA.
Desde o primeiro caso relatado em Nova Iorque em 1999, o vírus do Nilo Ocidental já causou mais de 30.000 casos graves e quase 3.000 mortes nos Estados Unidos. Atualmente, não existe vacina aprovada para uso humano nem tratamento eficaz contra o vírus. Durante muito tempo, os investigadores não conseguiram encontrar uma forma fiável de prever as localizações geográficas onde poderiam ocorrer surtos sazonais.
A equipa de investigação liderada pela NOAA, em colaboração com cientistas da Universidade de Minnesota e da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, utilizou um método analítico baseado em condições meteorológicas históricas para alcançar progressos iniciais na previsão da incidência do vírus do Nilo Ocidental. Esta tecnologia estabelece as bases para apoiar intervenções proativas de saúde pública, incluindo o aumento da consciencialização pública sobre os mosquitos Culex, transmissores do vírus do Nilo Ocidental, e o reforço das ações de controlo de mosquitos, além de alertar as instituições de saúde para a possível tendência de aumento de casos do vírus do Nilo Ocidental.
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