Aliança planeja abrir corredor verde de navegação entre Brasil e Bélgica
2026-06-06 14:49
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De acordo com pt.wedoany.com-Uma nova aliança, promovida pelo Fórum Marítimo Global (Global Maritime Forum) e pelo Instituto Rocky Mountain (RMI), planeja estabelecer um corredor verde de navegação entre o Porto de Açu, no Brasil, e o Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica.

Os membros da aliança incluem HIF Global, Fuella, NYK Line, Höegh Autoliners e Wallenius Wilhelmsen. As partes avaliarão infraestrutura, navios e modelos de negócios para elaborar um roteiro para o transporte de combustíveis de carbono zero produzidos no Porto de Açu, como amônia eletrolítica ou metanol eletrolítico, utilizando também combustíveis de emissões zero ou quase zero no processo de transporte.

A aliança baseia-se em um estudo de pré-viabilidade concluído em novembro de 2025 pelo Instituto Rocky Mountain e pelo Fórum Marítimo Global. O estudo aponta que as políticas de apoio do Brasil à produção de hidrogênio verde, sua rede elétrica predominantemente renovável, os abundantes recursos renováveis e o custo de capital relativamente baixo tornam os combustíveis eletrolíticos produzidos no Porto de Açu competitivos em termos de custo estimado.

O relatório de análise de viabilidade está previsto para ser divulgado até o final do ano, e a aliança realizará reuniões periódicas nesse período. Os corredores verdes de navegação, como rotas comerciais especializadas, visam catalisar a comercialização da navegação de emissão zero por meio de ações coordenadas dos setores público e privado. Essas rotas são consideradas fundamentais para atingir a meta do setor de navegação de que os combustíveis de emissão zero representem 5% de todo o consumo de combustível até 2030.

Embora o número de corredores verdes esteja aumentando rapidamente em todo o mundo e alguns projetos já estejam em fase de implementação, o mais recente Relatório Anual de Progresso dos Corredores Verdes de Navegação afirma que o "muro da viabilidade", causado pela diferença de custo entre combustíveis tradicionais e de emissão zero, está dificultando o progresso.

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