De acordo com pt.wedoany.com-Um estudo da Universidade de Kyushu, no Japão, publicado na revista Radiology, indica que um exame de raio-X dinâmico de baixa dosagem pode ajudar a ampliar a acessibilidade à avaliação da gravidade da regurgitação da válvula pulmonar após a correção cirúrgica da Tetralogia de Fallot.
A regurgitação da válvula pulmonar é uma complicação comum a longo prazo após esse tipo de cirurgia e, se não tratada, pode aumentar o risco de parada cardíaca. Atualmente, existe uma lacuna diagnóstica entre a ecocardiografia básica e a ressonância magnética cardíaca (RM), sendo que a RM é cara e requer equipamentos especializados e especialistas, sendo geralmente realizada em instituições especializadas; além disso, alguns pacientes não podem realizar a RM devido a marcapassos ou desfibriladores incompatíveis, ou por sofrerem de claustrofobia. A equipe de pesquisa da Universidade de Kyushu investigou a possibilidade de expandir as opções diagnósticas usando o sistema de radiografia digital dinâmica (DDR), que pode ser realizado em equipamentos de raio-X padrão fabricados por empresas como Shimadzu e Konica Minolta.
A tecnologia requer apenas que o paciente prenda a respiração por 7 segundos para capturar imagens contínuas do tórax, quantificando a hemodinâmica ao analisar as variações temporais dos valores dos pixels da artéria pulmonar e convertê-las em ondas. O estudo foi testado em 58 pacientes pós-operatórios e 14 voluntários saudáveis, mostrando uma precisão de até 93%. Diferentemente da RM ou da tomografia computadorizada (TC), o exame não requer contraste e tem uma dose de radiação extremamente baixa, de apenas cerca de 0,2 mSv, muito inferior aos 6 mSv de uma TC de tórax padrão.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, afetando aproximadamente 1 em cada 3.500 recém-nascidos. O primeiro autor do estudo, professor assistente Yuzo Yamasaki, do Centro de Radiologia do Hospital da Universidade de Kyushu, afirmou que, com os avanços nas técnicas cirúrgicas e no cuidado ao paciente, mais de 90% dos pacientes sobrevivem até a idade adulta, mas monitorar a gravidade da regurgitação da válvula pulmonar é crucial para determinar o momento do tratamento. A equipe de pesquisa destacou que essa nova tecnologia pode melhorar a acessibilidade diagnóstica e reduzir os custos médicos. Yuzo Yamasaki revelou que a radiografia cardíaca dinâmica (DCR) também pode ser usada para diagnosticar outras doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar, e a equipe planeja realizar um estudo multicêntrico para validar ainda mais os resultados e promover o estabelecimento da DCR na prática clínica de rotina.
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