De acordo com pt.wedoany.com-A Hydro concluiu todas as ações do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA) em sua mina de bauxita em Paragominas, no estado do Pará, Brasil, com 11 anos de antecedência em relação ao prazo final. O projeto foi implementado para cumprir o Termo de Compromisso firmado com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, atingindo assim as metas de recuperação florestal e ecológica estabelecidas pelo órgão ambiental do Pará. Entre 2023 e 2025, a empresa implementou medidas de cercamento, sinalização e condução da regeneração natural em algumas áreas, além de realizar plantios de enriquecimento florestal em áreas específicas, abrangendo um total de 891 hectares anteriormente impactados por atividades humanas anteriores à aquisição do terreno pela empresa. Na recuperação dessas áreas, já convertidas em Reservas Legais, a Mineração Paragominas adotou uma abordagem focada no reequilíbrio ecológico, incluindo regeneração natural, eliminação de fatores de degradação, plantio tradicional de mudas e semeadura por meio de drones, utilizando espécies nativas ameaçadas de extinção.
A parceria com diferentes entidades também desempenhou um papel importante na otimização dos indicadores de qualidade da recuperação florestal. Além dessa área, somente no município de Paragominas, a Hydro já recuperou mais de 3.759 hectares desde 2009, o equivalente a cerca de 5.250 campos de futebol. Em comunicado, a empresa afirmou que a Hydro está cumprindo seu compromisso de recuperação na proporção de 1:1, restaurando áreas disponíveis após a mineração no prazo máximo de dois anos, com o progresso da recuperação acompanhando a extração. Além disso, a empresa tem como meta alcançar perda líquida zero de biodiversidade, devolvendo à natureza áreas em condições iguais ou superiores às anteriores à mineração. Em Paragominas, os resultados desse compromisso já são visíveis na prática, com espécies retornando gradualmente aos habitats recuperados, comprovando a recuperação ecológica das áreas mineradas. Por meio de monitoramento contínuo, colaborativo e tecnificado, já foram identificadas 449 espécies animais nas áreas recuperadas da mina, das quais 19 são ameaçadas de extinção, como a harpia (gavião-real) e o macaco caiarara (considerado um dos 25 primatas mais ameaçados do mundo).


A regeneração da vegetação é monitorada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), auxiliando na avaliação da evolução das áreas recuperadas. Como medida de prevenção e monitoramento ambiental, a Hydro também utiliza ferramentas de verificação de mudanças no uso da terra baseadas em imagens de satélite, radar e inteligência artificial, ajudando a identificar alterações na paisagem. Estudos periódicos realizados na área de influência direta confirmam a manutenção da qualidade ambiental, sem alterações identificáveis no solo e na qualidade da água. Por meio do Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), também foram implementadas 26 linhas de pesquisa em Paragominas, focadas no monitoramento da biodiversidade, nos impactos ecológicos das atividades e nas estratégias de recuperação. O consórcio, fundado em 2013, é uma parceria entre a Hydro, a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Universidade de Oslo.


Carlos Neves, Vice-Presidente Sênior de Operações e Diretor de Operações (COO) da Hydro Bauxita & Alumina, afirmou que operar na Amazônia exige um alto nível de responsabilidade, pois a região abriga a maior biodiversidade do mundo e a segunda maior reserva de bauxita. Operar com baixa pegada de carbono, recuperação ambiental e diálogo com as comunidades vizinhas é o compromisso da Hydro ao produzir o alumínio cada vez mais necessário para garantir um futuro sustentável. Buscamos agir de forma responsável, deixando um legado positivo.

A Alunorte, refinaria de alumina da Hydro também localizada em Barcarena, no Pará, reduziu suas emissões de carbono em 1,4 milhão de toneladas por meio de inovações. Esse progresso foi possível graças a projetos como a substituição integral do óleo combustível por gás natural e a introdução de três caldeiras elétricas que utilizam 100% de energia renovável. Com essas iniciativas, a Alunorte consolidou sua posição como uma das refinarias de alumina com a menor pegada de carbono do mundo, com uma intensidade de emissão de gases de efeito estufa (GEE) de 0,445 tCO2e/t de alumina, contra uma média global de 1,285. Carlos Neves destacou que a Hydro mantém um alto nível de maturidade no rastreamento de emissões, com um inventário robusto e rastreável, certificado com o selo ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. Isso garante a qualidade dos dados, que são utilizados por toda a cadeia produtiva do alumínio.
Entre as iniciativas de descarbonização da Alunorte, também está sendo estudada a possibilidade de substituir gradualmente o carvão por biomassa obtida a partir do caroço do açaí. A previsão é que, até o final de 2026, o consumo de biomassa atinja 130 mil toneladas, mais de cinco vezes o volume consumido no início do teste do projeto em 2023. Esta solução pioneira, desenvolvida pela Alunorte em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio de um acordo de cooperação técnica e científica, oferece uma destinação circular para os resíduos abundantemente gerados na Amazônia – o Pará é o maior produtor e consumidor de açaí do mundo, gerando 6 kg de caroço residual para cada 1 kg de polpa de açaí produzida.










