De acordo com pt.wedoany.com-A Ero Copper (TSX, NYSE: ERO) divulgou resultados de novas perfurações em seu projeto polimetálico Furnas, no norte do Brasil, que mostram mineralização se estendendo além dos limites do modelo de recursos atual, aumentando o potencial de crescimento do depósito.
A Ero Copper afirmou em comunicado na quarta-feira que o furo FURN-DD-00357 interceptou um intervalo mineralizado de 90 metros a 726 metros de profundidade, com teores de 0,74% de cobre, 0,5 grama de ouro por tonelada e 3,18 gramas de prata por tonelada. Dentro desse intervalo, a empresa também encontrou um segmento de 32 metros com 1,17% de cobre, 0,68 g/t de ouro e 5,40 g/t de prata. O furo estendeu a mineralização conhecida na Zona Sudeste em aproximadamente 115 metros ao longo do mergulho.
De acordo com um acordo de earn-in firmado em 2024 com a divisão de metais básicos da Vale (NYSE: VALE), a Ero pode adquirir uma participação de 60% no projeto Furnas ao completar marcos de exploração, engenharia e desenvolvimento em até cinco anos. A Ero afirmou que ainda está no caminho certo para concluir o programa de perfuração necessário até o final do ano, cerca de dois anos antes do cronograma original.
O analista de mineração do National Bank Financial, Shane Nagle, disse em um relatório na quarta-feira que a perfuração apoia a conversão de recursos inferidos, o que pode melhorar ainda mais a economia do projeto. Espera-se que os gastos necessários para o earn-in sob o acordo com a Vale Base Metals sejam concluídos até o final do ano.
Os resultados mais recentes sugerem que Furnas pode se tornar a próxima grande mina de cobre da Ero, que está se beneficiando do acordo com a Vale e avançando o projeto para a fase de estudo de pré-viabilidade.
O projeto Furnas está localizado no estado do Pará, Brasil, cerca de 70 km a sudeste da operação Salobo da Vale e aproximadamente 190 km a nordeste da mina Tucumã da Ero. A infraestrutura regional inclui estradas pavimentadas, subestações e acesso ferroviário.
Uma avaliação econômica preliminar divulgada em fevereiro mostrou uma vida útil da mina de Furnas de 24 anos, com produção média anual de 52.000 toneladas de cobre, 84.000 onças de ouro e 374.000 onças de prata. A Ero tem como meta concluir um estudo de pré-viabilidade em 2027.
Os resultados de perfuração mais recentes cobrem aproximadamente 24.000 metros. Até o final de maio, a Ero havia perfurado mais de 75.000 metros em Furnas, com resultados de análises recebidos para cerca de 52.000 metros. Dez sondas estão operando no local do projeto, e o depósito permanece aberto em profundidade e ao longo do strike.
Outros resultados de extensão notáveis incluem o furo FURN-DD-00354, que interceptou um intervalo mineralizado de 45 metros a 459 metros de profundidade, com teores de 0,98% de cobre, 0,36 g/t de ouro e 1,72 g/t de prata. Isso inclui um segmento de 20 metros com 1,78% de cobre, 0,25 g/t de ouro e 3,12 g/t de prata. Esta interceptação está localizada a aproximadamente 80 metros além do limite atual de recursos inferidos na Zona Sudeste.
A Ero também relatou resultados positivos na Zona Central, situada entre os corredores mineralizados estabelecidos do Noroeste e Sudeste. O furo FURN-DD-00368 interceptou um intervalo mineralizado de 41 metros a 380 metros de profundidade, com teores de 0,94% de cobre, 0,44 g/t de ouro e 1,58 g/t de prata. Este furo está localizado aproximadamente 220 metros abaixo dos recursos inferidos atuais e a mais de 1,1 km a oeste dos recursos da Zona Sudeste.
O CEO Makko DeFilippo disse em um comunicado à imprensa que cada resultado de perfuração reforça a escala, qualidade e potencial de crescimento do depósito. A continuidade dos teores dentro das Zonas Sudeste e Noroeste permanece forte, enquanto novas perfurações de extensão perto da infraestrutura planejada na Zona Central destacam oportunidades para construir sobre o já convincente plano de mina da AEP.
As ações da Ero caíram 1% na manhã de quarta-feira em Toronto, para C$ 36,13, avaliando a empresa em aproximadamente C$ 3,8 bilhões (cerca de US$ 2,7 bilhões). As ações negociaram em uma faixa de C$ 17,66 a C$ 53,69 no último ano.
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