USDA: Produção de algodão nos EUA em 2026/27 deve cair 4%
2026-06-15 15:00
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De acordo com pt.wedoany.com-O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê que a produção de algodão dos EUA em 2026/27 diminuirá, com os estoques globais se contraindo devido ao crescimento do consumo, e a oferta dos principais países exportadores de fibra pode se tornar ainda mais restrita.

Dados divulgados pelo USDA nesta quinta-feira mostram que a estimativa de produção de algodão dos EUA para 2026/27 é de 2,9 milhões de toneladas, uma queda de cerca de 4% em relação aos 3,03 milhões de toneladas de 2025/26. Embora o rendimento por hectare tenha aumentado ligeiramente, a área efetivamente colhida diminuiu devido ao aumento da taxa de abandono, resultando na queda da produção.

Apesar da redução na produção, impulsionada pelas expectativas de crescimento da demanda global, as exportações dos EUA devem aumentar para 2,68 milhões de toneladas. Os estoques finais estão projetados em 849 mil toneladas, uma queda de cerca de 11% em relação ao ciclo anterior.

O USDA também prevê um aperto nos estoques globais de algodão. Os estoques mundiais no final de 2026/27 estão estimados em 15,63 milhões de toneladas, uma redução de 7% em relação à temporada anterior. O relatório afirma que, além dos EUA, a queda nos estoques é impulsionada principalmente pelo Brasil e pela Austrália, que utilizarão parte de seus estoques para sustentar as exportações em meio à queda na produção. Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de algodão. A Índia e a China também reduzirão seus estoques para atender ao consumo doméstico.

No lado da demanda, o consumo global está estimado em 26,5 milhões de toneladas, um aumento de 1% em relação à temporada anterior. O crescimento é liderado pela China, Índia, Bangladesh, Egito, Paquistão e Vietnã, países que concentram grande parte da indústria têxtil global. Apesar da expansão do consumo, o comércio internacional deve recuar ligeiramente para 9,45 milhões de toneladas, refletindo principalmente a redução das importações da Índia.

Para o Brasil, essa perspectiva comercial pode ser considerada favorável. O USDA destaca que o Brasil está expandindo sua participação no mercado internacional e disputando a liderança nas exportações globais de algodão com os EUA. Com o aperto dos estoques globais e o crescimento da demanda, a oferta brasileira torna-se mais importante para atender aos compradores asiáticos, especialmente mercados como China, Vietnã, Bangladesh e Paquistão. O relatório também mostra que os estoques do Brasil cairão na próxima safra para atender aos embarques externos, uma tendência semelhante à dos EUA e da Austrália.

Em relação a 2025/26, o USDA fez apenas um ajuste fino na produção dos EUA, reduzindo-a para 3,03 milhões de toneladas.

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