De acordo com pt.wedoany.com-A produção de grãos andinos no Peru atingiu 153,4 mil toneladas em 2025, com destaque para a exportação de 54,7 mil toneladas de quinoa, gerando US$ 152 milhões. O país mantém sua posição de maior produtor e exportador mundial. Esses grãos, que incluem quinoa, caniwa, amaranto ou kiwicha (ou chocho), são conhecidos como grãos andinos e atualmente considerados "superalimentos" devido ao seu alto valor nutricional, característica que contribui para uma boa nutrição e melhoria da saúde dos consumidores globais. Além disso, esses grãos apresentam forte adaptabilidade e resistência às mudanças climáticas, e, com o crescente dinamismo comercial, melhoram a situação econômica dos pequenos agricultores andinos e suas famílias, beneficiando também os diversos agentes econômicos e o país ao longo da cadeia de valor.

Os grãos andinos são desenvolvidos e promovidos por mais de 120 mil famílias agrícolas em todo o país e por diversos agentes da cadeia de valor. As principais regiões produtoras incluem os departamentos de Puno, Ayacucho, Apurímac, Junín, Cusco, La Libertad, Arequipa, Huancavelica, Huánuco, entre outros. Em 2025, a produção atingiu 153,4 mil toneladas, gerando aproximadamente 5,4 milhões de diárias de trabalho no campo, além de inúmeras oportunidades de emprego em atividades relacionadas ao desenvolvimento da cadeia de valor, como carga e descarga, transporte, seleção, classificação, processamento, comercialização, assistência técnica e pesquisa. A quinoa representa quase 80% da produção nacional de grãos andinos.
Para garantir o desenvolvimento sustentável dos grãos andinos, especialmente da quinoa, as atividades contínuas de pesquisa, projetos de produção, infraestrutura, extensão rural, articulação comercial e promoção do consumo estão gradualmente aumentando a produtividade e a qualidade da colheita dessas culturas, ao mesmo tempo que elevam o volume de vendas e desenvolvem novos produtos de maior valor agregado exigidos pelo mercado. O interesse nacional e internacional pelos grãos andinos está crescendo.
Em relação às exportações agrícolas, em 2025, as exportações de quinoa atingiram 54,7 mil toneladas, no valor de US$ 152 milhões. Isso se deve aos esforços contínuos, nos últimos 15 anos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação (MIDAGRI), do Ministério do Comércio Exterior e Turismo (Mincetur), do Ministério da Produção (Produce), do Ministério das Relações Exteriores (Relaciones Exteriores), de governos locais como Puno, Ayacucho, Apurímac e Cusco; de universidades como a Universidade Nacional Agrária La Molina (UNALM), a Universidade Nacional do Altiplano de Puno (UNAP), a Universidade Nacional de San Cristóbal de Huamanga (UNSCH), a Universidade Nacional de San Antonio Abad do Cusco (UNSAAC); de agências de cooperação internacional, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), bem como de organizações e empresas produtoras.
A cerimônia central do "Dia Nacional dos Grãos Andinos" de 2026 será realizada na terça-feira, 30 de junho, no Auditório de Educação Continuada da Universidade Nacional do Altiplano, na região de Puno, com a presença de palestrantes renomados, autoridades centrais e regionais, representantes de produtores, empresas, universidades e outras instituições. Após a cerimônia e as atividades de promoção, será realizada uma importante rodada de negócios, presidida pelo Agromercado, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, com a participação ativa de organizações produtoras e empresas do setor.
Diversas atividades estão sendo organizadas nas principais regiões produtoras do país para destacar a importância dessas culturas. Por exemplo, na região de Huancavelica, será realizado, em 27 de junho, o XI Encontro Nacional de Produtores de Grãos Andinos de 2026.
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