De acordo com pt.wedoany.com-De janeiro a abril de 2026, as exportações agrícolas do Peru (incluindo produtos tradicionais e não tradicionais) totalizaram US$ 3,744 bilhões, um aumento de 6,8% em comparação com os US$ 3,506 bilhões do mesmo período de 2025. O relatório da Associação de Exportadores (ADEX) aponta que os produtos não tradicionais demonstraram maior dinamismo neste ciclo de crescimento.
Mario Salazar Vergaray, presidente do Comitê de Agroindústria, Alimentos e Bebidas da ADEX, afirmou que os setores público e privado precisam trabalhar juntos para impulsionar o desenvolvimento agrícola do Peru por meio do comércio exterior. Ele destacou que os acordos comerciais podem fornecer suporte crucial para o crescimento das exportações, e que a manutenção desses acordos, aliada a uma maior promoção, ajuda a levar mais produtos peruanos ao mercado internacional. Ele instou o novo governo, que assumirá em 28 de julho, a garantir a previsibilidade regulatória, mencionando a Lei nº 32.434, promulgada em setembro de 2025. Essa lei visa promover a transformação produtiva, competitiva e sustentável do setor agrícola, integrando a pequena agricultura e a agricultura familiar na cadeia de exportação. Mario Salazar Vergaray acredita que regras claras ajudam a reduzir incertezas, promover investimentos e aumentar a competitividade, e que a nova lei agrícola tem um impacto positivo no desenvolvimento dos pequenos produtores, especialmente nas regiões montanhosas e da selva. Outra questão de interesse da cadeia de exportação agrícola é a expansão da fronteira agrícola, que envolve o abastecimento de água e projetos de infraestrutura para melhorar a eficiência do transporte.
De acordo com dados da ADEX Data Trade, nos primeiros quatro meses deste ano, as exportações de produtos agroindustriais (com valor agregado) totalizaram US$ 3,544 bilhões, um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, representando 95% do total das exportações agrícolas. Os principais produtos exportados incluem uvas (US$ 772 milhões), abacates (US$ 463 milhões), mirtilos (US$ 339,376 milhões) e mangas (US$ 266,692 milhões). Os Estados Unidos lideram o mercado com importações de US$ 1,235336 bilhão, representando 34% da participação; seguidos pelos Países Baixos (US$ 613 milhões), Espanha (US$ 242 milhões), México (US$ 167 milhões), Chile (US$ 143,528 milhões), Equador (US$ 115 milhões), Reino Unido (US$ 110 milhões), Canadá (US$ 94 milhões), China (US$ 89 milhões) e Colômbia (US$ 82,626 milhões).
As exportações do setor agrícola primário (produtos tradicionais) totalizaram US$ 200 milhões, um aumento de 35,8% em relação ao ano anterior. As exportações de café não descafeinado somaram US$ 170,336 milhões, representando 85% do total das exportações do setor primário. Outros produtos incluem açúcar de cana, melaço, lã não cardada ou não penteada, entre outros, com os principais destinos sendo Estados Unidos (US$ 56 milhões), Colômbia (US$ 27,224 milhões), Bélgica (US$ 24 milhões), Alemanha (US$ 14,252 milhões) e Canadá (US$ 13 milhões).
De acordo com dados do CIEN-ADEX, as exportações agrícolas de 2025 geraram 876.944 empregos diretos.










