De acordo com pt.wedoany.com-A Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) assinou uma carta de intenções para desenvolver projetos de biogás e biometano no Oeste da Bahia. A cerimônia de assinatura ocorreu na terça-feira (9), durante a Feira de Agricultura da Bahia de 2026, realizada no município de Luís Eduardo Magalhães.

De acordo com a carta de intenções, a Bahiagás, o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIbiogás), a Captar e outras instituições parceiras apoiarão conjuntamente pesquisas, desenvolvimento, inovação, avaliação tecnológica, estudos técnicos e transferência de conhecimento relacionados ao aproveitamento energético de resíduos agroindustriais. A iniciativa também prevê a produção de biometano, um combustível renovável obtido pela purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos, que pode substituir o gás natural em diferentes setores.
O presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, afirmou que a assinatura da carta de intenções representa uma oportunidade estratégica, aproximando a empresa das necessidades da região e construindo alternativas energéticas alinhadas ao crescimento econômico do Oeste. Ele destacou que esse esforço conjunto contribuirá para o desenvolvimento da região.
O diretor da Captar, Almir Ribeiro, considera que essa parceria marca uma nova fase no desenvolvimento da bioenergia no Oeste da Bahia. Ele afirmou que a colaboração com a Bahiagás traz segurança e credibilidade, permitindo que esses projetos avancem e se tornem realidade.
Durante sua participação na Feira de Agricultura da Bahia, Gavazza também anunciou um investimento de R$ 500 mil por meio de fundos de inovação. Desse total, R$ 100 mil serão destinados ao apoio institucional do evento, e os outros R$ 400 mil serão aplicados na implementação de um projeto estruturante de biometano no Oeste da Bahia.
O presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, destacou que o vínculo entre o setor energético e o agronegócio foi fortalecido. A diretora executiva da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, complementou que isso amplia as possibilidades para futuros projetos energéticos e fortalece a conexão entre sustentabilidade, inovação e competitividade no campo.
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