De acordo com pt.wedoany.com-A quarta edição do Minas Summit será realizada nos dias 17 e 18 deste mês no BeFly Minascentro, no centro de Belo Horizonte, e pela primeira vez a inteligência artificial e o mercado de jogos são os temas centrais do maior evento de inovação e empreendedorismo de Minas Gerais. A expectativa é reunir 2.000 startups e 400 palestrantes, com conexões geradas durante o evento que devem movimentar cerca de R$ 100 milhões em negócios.

O CEO do Minas Summit, Weber Rangel, afirma que o evento visa aproximar startups, o mercado de tecnologia e o mercado tradicional, permitindo que os participantes tenham contato com empreendedores, investidores e a mídia, gerando assim um impulso positivo para as startups. O evento deve atrair cerca de 11 mil participantes, distribuídos em sete palcos simultâneos, com conteúdo que abrange rodadas de negócios, competição de startups, encontros com investidores, áreas temáticas e um espaço exclusivo para o mercado de jogos. Com o tema "O Futuro é Agora", o evento aborda questões como inteligência artificial, segurança cibernética, saúde, indústria, mineração, empreendedorismo, ciência e tecnologia.
Os dados do Minas Summit 2026 indicam 11 mil participantes, 80 expositores, 2.000 startups, 400 palestrantes, 100 horas de conteúdo e a expectativa de gerar R$ 100 milhões em negócios. Uma das inovações desta edição é o formato das palestras, com a maioria dos conteúdos com duração de cerca de 30 minutos, para ampliar a diversidade de temas e se adaptar às novas formas de consumo de informação.
A inteligência artificial ocupará um lugar central no evento, estando presente na maioria das discussões, além de contar com um espaço exclusivo no palco Casa do Baile para demonstrar aplicações práticas da tecnologia em setores econômicos como agricultura, saúde, indústria, marketing e serviços, com foco em produtividade, competitividade e oportunidades de negócios. Rangel enfatiza que o objetivo é ajudar os participantes a desenvolverem um pensamento crítico sobre o uso da IA nos negócios e no dia a dia. Ele destaca que o mercado ainda está em processo de aprendizado e que pode haver uma grande disrupção nos próximos cinco anos, com o uso correto da IA podendo aumentar a produtividade em até 50 vezes.

Além da inteligência artificial, o evento conta com trilhas especializadas em healthtech, ciência e tecnologia, venture capital corporativo, além de inovação aplicada à mineração, siderurgia, indústria e segurança cibernética. Rangel aponta que a segurança cibernética é um dos temas mais importantes no Brasil atualmente, pois o país é um dos que mais sofrem ataques cibernéticos no mundo, e o evento dedicou um dia inteiro de conteúdo a esse tema.
Nesta edição, o Minas Summit reserva pela primeira vez parte da programação para o mercado de jogos. Rangel explica que este setor é composto por 98% de desenvolvedores independentes de jogos, que trabalham em casa e já geram receitas milionárias. Esse modelo, por meio da criação de jogos, terceirização global e venda de produtos em dólar para o mercado americano, traz retorno financeiro para o estado e as cidades. O CEO do Grupo FCJ, Paulo Justino, afirma que esses desenvolvedores precisam de apoio para ampliar a produção e a divulgação, e que até 2027 é possível gerar casos de sucesso que saiam de Belo Horizonte para o mundo.

O apoio do Grupo FCJ começa com a base da estruturação do plano de negócios, oferecendo acesso a financiamento por meio de plataformas de crowdfunding e criando oportunidades de networking. O CEO do Grupo FCJ, que realiza o Minas Summit, também afirma que os jogos são a próxima onda de apoio do grupo, após as áreas de startups e corporações. O Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) participa pelo segundo ano consecutivo como co-realizador, e seu presidente, Marco Crocco, destaca que a participação no evento é fundamental para construir pontes entre a ciência e os negócios, impulsionando o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Minas Gerais.
No segundo semestre, o projeto Minas Summit voltará a percorrer cidades do interior de Minas Gerais, com parceiros já confirmados, incluindo Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Congonhas, na região Central, e Viçosa, na Zona da Mata. Rangel enfatiza que essas cidades têm potenciais econômicos diferentes e que o objetivo do evento é levar o movimento de inovação para essas localidades, descentralizar a base econômica e promover novos negócios. Além disso, as 20 startups mais promissoras competirão em uma competição de inovação, avaliadas por um júri composto por especialistas, investidores e representantes do mercado, com base em critérios como inovação, potencial de crescimento, modelo de negócios e capacidade de execução. As três primeiras colocadas receberão prêmios de R$ 50 mil, R$ 30 mil e R$ 10 mil, respectivamente.
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