Brasil e Canadá colaboram em pesquisa de exploração de níquel com uso de IA
2026-06-18 10:18
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De acordo com pt.wedoany.com-O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Serviço Geológico do Canadá (GSC) iniciaram recentemente uma cooperação técnica com o objetivo de aplicar a tecnologia de inteligência artificial em estudos de potencial mineral, com foco em depósitos de níquel. A parceria baseia-se no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado em março de 2026.

Pesquisadores iniciaram no Brasil as primeiras atividades de campo da aliança, incluindo treinamento técnico e desenvolvimento de métodos para avaliar o potencial mineral por meio de modelos preditivos. | Fonte: SGB

As atividades iniciais da cooperação foram oficialmente lançadas durante o XII Seminário Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin 2026), com visitas técnicas realizadas entre 22 e 27 de maio em Salvador (Bahia).

A cooperação visa desenvolver uma abordagem integrada que combine dados geológicos, geoquímicos, geofísicos e de sensoriamento remoto. O plano inclui treinamento, visitas técnicas e modelagem de potencial mineral utilizando inteligência artificial. Esses estudos são conduzidos no âmbito do "Projeto Níquel Brasil", coordenado pela pesquisadora Lila Queiroz, da Gerência de Geologia e Recursos Minerais de Salvador (GEREMI-SA).

Lila Queiroz afirmou que a aliança cria oportunidades para o Brasil desenvolver métodos inovadores e fortalecer a capacidade técnica de suas equipes. Ela considera que esta iniciativa representa um passo importante na internacionalização das atividades do SGB e na introdução de novas tecnologias em projetos de exploração de minerais estratégicos, fortalecendo a cooperação científica entre Brasil e Canadá e contribuindo para a geração de conhecimento sobre minerais críticos e estratégicos para a transição energética.

Como parte das atividades iniciais, os pesquisadores do GSC Geneviève Marquis e Steven E. Zhang participaram do Simexmin 2026 como palestrantes convidados. Durante o evento, apresentaram o acordo de cooperação e a experiência do Canadá no uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina para identificar áreas favoráveis a depósitos minerais.

Após o seminário, Steven Zhang visitou o escritório regional do SGB em Salvador (SUREG-SA) e ministrou um treinamento sobre "Exploração mineral baseada em geociências públicas e ciência de dados geográficos: aquisição de dados, teoria e prática".

A cooperação foi formalizada em março deste ano durante a PDAC 2026, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) pelo diretor executivo do SGB, Vilmar Simões, pelo diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, e pela diretora do Serviço Geológico do Canadá, Geneviève Marquis.

O diretor-geral do SGB, Vilmar Simões, considera que esta parceria fortalece a capacidade técnica da instituição e amplia as possibilidades de inovação em pesquisa mineral. Ele afirma que esta aliança é estratégica, pois permite que ambas as partes troquem experiências e avancem no uso de métodos mais modernos para identificar áreas com potencial mineral. Tanto o Brasil quanto o Canadá se beneficiarão desta cooperação, cujos impactos vão além, contribuindo também para atender à demanda por minerais estratégicos necessários à transição energética global.

Espera-se que os resultados da cooperação técnica entre Brasil e Canadá sejam divulgados até o final de 2028.

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