Empresa de Eletricidade da Guiné Equatorial planeia entrar no mercado de Internet com quase 2.000 km de fibra ótica
2026-06-18 10:35
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De acordo com pt.wedoany.com-A Empresa de Eletricidade da Guiné Equatorial (SEGESA) está a planear expandir-se para o setor de infraestruturas digitais, utilizando os quase 2.000 km de fibra ótica instalados ao longo da sua rede elétrica para criar novas fontes de receita. Na sexta-feira, 12 de junho, o Vice-Presidente do país, Teodoro Nguema Obiang Mangue, reuniu-se com os responsáveis da empresa pública em Malabo e propôs a criação de uma entidade especializada para gerir e comercializar a rede nacional de fibra ótica.

Guiné Equatorial: empresa de eletricidade planeia investir no mercado de Internet

A SEGESA está atualmente a avançar com o projeto de modernização da rede elétrica nacional. A empresa utiliza a fibra ótica instalada ao longo das suas infraestruturas para melhorar a monitorização da rede, a gestão de faturação, o acompanhamento operacional e a eficiência geral dos serviços. As autoridades consideram que estes investimentos podem também servir de base para o desenvolvimento de tecnologias avançadas, como a banda larga e o 5G. Além de satisfazer as necessidades internas, a SEGESA planeia agora explorar comercialmente esta infraestrutura, abrindo-a a outros intervenientes do mercado, como operadores de telecomunicações, para diversificar as suas fontes de receita e reforçar a conectividade digital do país.

A procura por serviços digitais na Guiné Equatorial está a crescer. De acordo com dados da DataReportal, no início de 2025, o país contava com cerca de 1,16 milhões de utilizadores de Internet, uma taxa de penetração de 60,4% da população, com um aumento de 28 mil internautas num ano. Isto reflete a crescente adoção de serviços digitais por parte das famílias, empresas e administração pública. Iniciativas semelhantes têm precedentes noutros países, como no Quénia, onde a empresa pública de transmissão de eletricidade KETRACO já comercializou parte da sua capacidade de fibra ótica, vendendo-a a operadores de telecomunicações para gerar receitas adicionais e apoiar o desenvolvimento da banda larga.

Para as autoridades da Guiné Equatorial, este projeto tem um importante potencial económico. O Vice-Presidente citou um estudo realizado pela Huawei que estima que esta infraestrutura pode gerar mais valor para a empresa pública. Sugeriu a criação de uma entidade especializada, dotada de capacidade técnica adequada e apoiada por parceiros tecnológicos experientes.

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