Seacom ativa cabo terrestre Quênia-Uganda com capacidade inicial de 1 Tbps
2026-06-21 10:23
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De acordo com pt.wedoany.com-A Seacom ativou uma rota de cabo terrestre de alta capacidade conectando Nairóbi, no Quênia, a Kampala, em Uganda, adicionando 1 Tbps de capacidade ativa em um corredor crítico da internet na África Oriental. A rota, que passa por Nairóbi, Kisumu e Kampala, tem capacidade total projetada de até 30 Tbps e visa melhorar o acesso das regiões interioranas às estações de cabos submarinos em Mombaça, atendendo operadoras, empresas, plataformas de nuvem e provedores de serviços digitais.

Seacom expande conectividade na África Oriental com rota Nairóbi-Kampala

O corredor Nairóbi-Kampala transporta o tráfego central de dados da região, abrangendo finanças, telecomunicações, serviços públicos, acesso à nuvem, dados móveis, comércio eletrônico e negócios transfronteiriços. A Seacom está atualizando uma rota existente, não construindo uma nova. A empresa afirma que o novo sistema baseado em tecnologia DWDM suporta interfaces de 1GE, 10GE, 100GE e 400GE, podendo ser escalado de forma flexível de 1 Tbps inicial para até 30 Tbps para atender ao crescimento da demanda.

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O caso de negócio é direto: aumentar a largura de banda entre Quênia e Uganda oferece às operadoras maior capacidade de atacado, conectividade empresarial, acesso à nuvem e uma base de backhaul regional, além de criar rotas melhores para mercados vizinhos como Ruanda, Burundi e Sudão do Sul. A Seacom afirma que a latência da rota para Nairóbi é de aproximadamente 7 ms e para Mombaça, cerca de 13 ms, o que é crucial para transações financeiras, cargas de trabalho em nuvem e serviços em tempo real.

Em termos técnicos, a Seacom implementou a tecnologia de rede óptica automática comutada, que pode redirecionar automaticamente o tráfego em 50 ms em caso de falha. Além do corredor tradicional A104, a rede oferece rotas alternativas via Narok, Kericho e Kisumu, utilizando tanto os postos de fronteira de Malaba quanto de Busia. Essas medidas visam reduzir o risco de uma única rota ou posto de fronteira se tornar um gargalo ou ponto único de falha. O diretor de tecnologia da Seacom, David Kariuki, descreveu o projeto como um reforço de uma rota que já desempenha um papel central na conectividade regional.

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Para compradores de infraestrutura empresarial, a nova rota pode ampliar as opções de arquitetura regional. Empresas que operam entre Quênia e Uganda podem consolidar mais sistemas, melhorar caminhos de backup ou suportar conexões em nuvem. Provedores de serviços também podem usar a rota para expandir ofertas de atacado ou hospedagem. No entanto, a qualidade da última milha, preços, manutenção no local, coordenação regulatória e redundância no lado do cliente ainda determinarão o valor real obtido pelas empresas.

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