Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais eleva previsão de esmagamento de soja em 2026 para 63 milhões de toneladas
2026-06-23 16:47
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De acordo com pt.wedoany.com-A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a previsão de esmagamento de soja em 2026 para 63 milhões de toneladas, um aumento em relação às estimativas anteriores, refletindo a tendência de aceleração da cadeia produtiva de soja no Brasil em direção a segmentos de maior valor agregado.

O ajuste na previsão ocorre em um contexto de safra abundante e forte demanda por derivados. A produção de soja no Brasil em 2026 está estimada em 180,25 milhões de toneladas, sustentando a expansão simultânea da oferta doméstica e das exportações.

O aumento do processamento reflete-se diretamente no crescimento da oferta de produtos industriais. A produção de farelo de soja está prevista em 48,6 milhões de toneladas, e a de óleo de soja, em 12,65 milhões de toneladas. Essa tendência fortalece a participação da indústria brasileira em setores estratégicos como ração animal, consumo humano e biocombustíveis.

No comércio exterior, a soja continuará dominando as exportações brasileiras, com embarques estimados em 114,1 milhões de toneladas. As perspectivas para as exportações de derivados também são otimistas: as exportações de farelo de soja foram revisadas para 24,95 milhões de toneladas, e as de óleo de soja, para 1,65 milhão de toneladas. No total, as receitas do complexo soja devem gerar cerca de US$ 60 bilhões em 2026.

Dados recentes já mostram uma tendência de crescimento. Em abril de 2026, o esmagamento de soja atingiu 5,09 milhões de toneladas, um aumento de 0,2% em relação a março e de 6,7% em comparação com o mesmo período de 2025 (com base no ajuste metodológico da entidade). Nos primeiros quatro meses do ano, a indústria processou acumuladamente 18,124 milhões de toneladas, um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Abiove considera que esses indicadores demonstram a capacidade da cadeia produtiva de absorver o aumento da oferta de matéria-prima, expandir a produção de derivados e manter a competitividade do Brasil nos mercados agrícolas estratégicos globais.

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