De acordo com pt.wedoany.com-Nesta sexta-feira (26), duas grandes empresas agrícolas brasileiras, SLC Agrícola e o Grupo Bom Futuro, iniciaram formalmente a disputa pela aquisição do conjunto de fazendas "Bloco Mato Grosso". O bloco está avaliado em 1,85 bilhão de reais, com uma área total de aproximadamente 41,2 mil hectares, destinada ao cultivo de soja, milho e algodão.

Esses ativos pertencem ao Grupo Radar, formado pela gestora americana Nuveen e pela Cosan. De acordo com informações divulgadas pela Cosan, o bloco representa cerca de 12% do portfólio de terras do Grupo Radar. A SLC Agrícola é uma das maiores produtoras globais de grãos e fibras, cultivando centenas de milhares de hectares em várias regiões do Brasil. O Grupo Bom Futuro, com sede no estado do Mato Grosso, é um dos maiores grupos agrícolas privados do Brasil, possuindo uma das maiores áreas cultivadas do país, com operações que abrangem grãos, algodão, sementes, aquicultura e produção de energia.
A SLC Agrícola divulgou um fato relevante ao mercado nesta sexta-feira, informando que exerceu, de forma "irrevogável e irretratável", o direito de preferência para adquirir a totalidade das propriedades que compõem o "Bloco Mato Grosso". O comunicado indica que a aquisição envolve aproximadamente 41.214 hectares de terra, dos quais cerca de 28,8 mil hectares são agricultáveis. A empresa já opera 17,6 mil hectares dessas terras por meio de arrendamento. A aquisição será realizada no modelo "porteira fechada", com condições idênticas às da oferta apresentada ao proprietário. Em termos de estrutura financeira, o valor total é de 1,85 bilhão de reais, dos quais 700 milhões de reais serão depositados como sinal em conta vinculada (escrow), e os 1,15 bilhão de reais restantes serão pagos na assinatura da escritura, prevista para até 30 de outubro de 2026, sujeita, entre outros fatores, à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

O Grupo Bom Futuro também divulgou um comunicado oficial nesta sexta-feira, afirmando que exerceu o direito de preferência nas mesmas condições da oferta apresentada ao Grupo Radar para adquirir a totalidade das propriedades que compõem o "Bloco Mato Grosso", pelo valor total de 1,85 bilhão de reais. A empresa declarou que o investimento apresenta sinergias com outras propriedades e está alinhado com sua estratégia de crescimento no estado do Mato Grosso, onde opera há mais de 44 anos. Desde que a Cosan anunciou a venda, o mercado financeiro tem acompanhado de perto a transação, e esta disputa definirá quem ficará com um dos blocos agrícolas mais importantes do Brasil nos últimos anos.
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