BCM do Brasil define gastos de capital de US$ 74 milhões para projeto de terras raras Ema
2026-07-01 14:20
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De acordo com pt.wedoany.com-A empresa australiana listada em bolsa Brazilian Minerais Críticos Ltda. (Brazilian Critical Minerals Ltd, ASX: BCM) divulgou em 30 de junho de 2026 os resultados do estudo de viabilidade (BFS) do projeto de terras raras Ema, localizado no sudeste do estado do Amazonas, Brasil. O estudo mostra que os gastos de capital da primeira fase do projeto são de US$ 74 milhões, com valor presente líquido (VPL8) após impostos de US$ 1,47 bilhão, taxa interna de retorno (TIR) de 105% e período de retorno do investimento de apenas 6 meses.

A Brazilian Critical Minerals Ltd é uma empresa australiana listada em bolsa focada na exploração e desenvolvimento de minerais críticos. Seu projeto de terras raras Ema, de propriedade integral, está localizado no sudeste do estado do Amazonas, Brasil, com uma área de direitos minerários de aproximadamente 189 km². O projeto utiliza o método de mineração por lixiviação in situ (In-Situ Recovery, ISR), empregando sulfato de magnésio como agente lixiviante para extrair elementos de terras raras das argilas iônicas para a solução, que é então processada para recuperar carbonato de terras raras misto (MREC). Esse método evita a construção de mineração a céu aberto tradicional, pilhas de estéril e instalações de rejeitos, sendo considerado a razão central para a baixa intensidade de capital do projeto Ema.

De acordo com a divulgação do estudo, os gastos de capital para o desenvolvimento da primeira fase do projeto Ema são de US$ 74 milhões, incluindo 14,4% de contingência e um sistema de captura e armazenamento de carbono. Os gastos de capital para a expansão da segunda fase são de US$ 27 milhões. O projeto tem uma vida útil estimada de 20 anos, com produção média anual de 5.500 toneladas de óxidos de terras raras totais (TREO), das quais 1.900 toneladas são de óxidos de terras raras magnéticos (MREO). O custo operacional C1 ao longo do ciclo de vida é de US$ 8,84 por kg de TREO, um dos mais baixos globalmente entre projetos similares. Durante o ciclo de vida do projeto, será produzido um produto de carbonato de terras raras misto, com teor médio de TREO de aproximadamente 52%.

O Diretor-Geral da Brazilian Critical Minerals Ltd, Andrew Reid, afirmou que os resultados do BFS reforçaram ainda mais a confiança da empresa de que o Ema se tornará um dos projetos de desenvolvimento de terras raras mais atraentes do mundo. Ele destacou que a combinação de baixa intensidade de capital, baixos custos operacionais, forte fluxo de caixa e retornos financeiros sólidos posiciona o Ema de forma vantajosa entre os produtores existentes de terras raras e projetos emergentes globalmente. Ele enfatizou que o Ema tem potencial para se tornar uma importante fonte de fornecimento de terras raras magnéticas para o mundo ocidental a longo prazo. A empresa está atualmente avançando no financiamento do projeto, solicitações de licenças e na decisão final de investimento.

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