Instituto Nacional de Laticínios do Uruguai propõe integrar fundo lácteo, com mais de US$ 3 milhões no primeiro ano
2026-07-02 10:50
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De acordo com pt.wedoany.com-O presidente do Instituto Nacional de Laticínios (Inale), Ricardo de Izaguirre, apresentou um plano para integrar os diversos fundos atualmente dispersos do setor lácteo em um único fundo especializado, destinado à irrigação, fundo anticíclico e questões ambientais, com gestão compartilhada entre produtores, indústria e Estado.

O plano baseia-se na integração dos fundos setoriais atualmente dispersos, estabelecendo um comitê para avaliar e orientar projetos, definindo claramente a destinação dos recursos. A parte central envolve a gestão dos recursos provenientes da retenção sobre o leite precificado. Atualmente, os recursos gerados pela retenção de 2,45 pesos por litro carecem de uma direção clara e eficiente de uso. Em diálogo com o Informe Tardáguila, De Izaguirre afirmou que já apresentou um plano para que esses recursos sejam destinados a projetos submetidos ao comitê.

As áreas prioritárias definidas são irrigação, fundo anticíclico e questões ambientais. As questões ambientais ganham cada vez mais importância na agenda do setor, destacando os desafios enfrentados pelos sistemas produtivos durante a estação chuvosa ou em períodos de excesso de umidade. Atualmente, 6% do leite que chega às usinas provém de fazendas equipadas com sistemas de cobertura ou confinamento parcial, concentradas principalmente na região costeira, e espera-se que essa tendência cresça.

O plano é consolidar os recursos do leite precificado com outros fundos existentes, incluindo FFDSAL, Fogale e FRIL, em um único Fundo de Desenvolvimento Lácteo. O comitê gestor desse fundo será composto por representantes do Ministério da Economia, do Ministério da Pecuária, da indústria e dos produtores. No primeiro ano de operação (2027), estima-se um capital inicial de pouco mais de US$ 3 milhões, mas o tamanho do fundo diminuirá ao longo do tempo, à medida que o consumo de leite líquido cai cerca de 10% ao ano.

De Izaguirre reconheceu que, como fundo anticíclico, US$ 3 milhões ainda são insuficientes, lembrando que em 2015 a Conaprole investiu US$ 50 milhões e os esgotou rapidamente. Ele também relembrou o modelo de 2018: naquele ano, o setor alocou US$ 36 milhões, dos quais US$ 6 milhões foram para pequenos produtores, US$ 3 milhões para o fundo anticíclico e US$ 27 milhões para o Fogale. Posteriormente, foram adicionados US$ 9 milhões para criar o FRIL (Fundo de Transformação Láctea), destinado a apoiar quatro empresas: Granja Pocha, Claldy, Calcar e Coleme. Esse fundo atualmente opera com cerca de US$ 20 milhões, e a partir de julho esses recursos também poderão ser incorporados ao novo sistema.

O plano precisa ser submetido ao Parlamento pelo Ministério da Pecuária, e De Izaguirre confirmou que esse é o caminho necessário, e o instituto está trabalhando nessa direção. O objetivo é evitar a dificuldade histórica de uso ineficiente dos recursos devido à sua dispersão, criando uma ferramenta que o setor possa acionar quando necessário.

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