Substituição de matérias-primas reduz custo do ferronióbio em 3,45% na CMOC Brasil
2026-07-05 11:57
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De acordo com pt.wedoany.com-A mineradora CMOC Brasil, por meio de tecnologia de substituição de matérias-primas, reduziu em aproximadamente 3,45% o custo metalúrgico anual da produção de ferronióbio em 2025, ao mesmo tempo em que diminuiu a pegada de carbono do processo em cerca de 23%. A tecnologia concentra-se na substituição estratégica de matérias-primas-chave no processo de redução aluminotérmica, utilizando materiais de menor custo e menor impacto ambiental, como nitrato de cálcio, alumínio tipo 3, alumínio granulado e pó de alumínio reciclado, alcançando redução de custos e aumento de eficiência sem comprometer a estabilidade operacional e a qualidade do produto.

A etapa metalúrgica é um dos elos de maior custo na cadeia produtiva do ferronióbio. Na CMOC Brasil, a produção de ligas utiliza o processo de redução aluminotérmica, onde o alumínio metálico atua como agente redutor e também como principal fonte de energia térmica do sistema. Como não são utilizados fornos elétricos, tradicionalmente depende-se do nitrato de sódio como oxidante para complementar a energia, promovendo a fusão completa da carga. O pó de alumínio e os nitratos tornam-se, portanto, os componentes de custo variável mais importantes em toda a cadeia produtiva do nióbio.

O processo de redução aluminotérmica é realizado em bateladas, com a participação de uma mistura composta por concentrado de pirocloro, óxido de ferro, cal virgem, nitratos e pó de alumínio. A reação de redução dos óxidos metálicos pelo alumínio é altamente exotérmica, gerando tanto a liga metálica quanto a energia necessária para a fusão completa da carga. Diante dessa realidade, a CMOC desenvolveu um plano de inovação tecnológica, com foco na avaliação da viabilidade de matérias-primas alternativas quanto à estabilidade operacional, recuperação metalúrgica do nióbio e qualidade da liga de ferronióbio.

As direções de ação específicas incluem: substituição parcial do nitrato de sódio por nitrato de cálcio – uma matéria-prima mais econômica, sem registro de uso anterior no processo de redução aluminotérmica para produção de ferronióbio; substituição parcial do alumínio secundário tradicional por alternativas de menor custo, como alumínio tipo 3 (pureza de aproximadamente 96,5%) e alumínio granulado; e, a partir de 2025, expansão gradual do consumo de pó de alumínio reciclado, aumentando significativamente sua participação no processo.

Os resultados da implementação em 2025 mostram que este plano de substituição reduziu o custo metalúrgico anual em aproximadamente 3,45%, tornando-se uma das principais medidas de otimização de custos do período. A economia de custos decorre principalmente das diferenças de preço entre as matérias-primas substitutas, da redução do consumo unitário de alumínio e da expansão do uso de materiais reciclados. Além disso, a substituição de matérias-primas contribui para fortalecer a resiliência da cadeia de suprimentos, reduzindo os riscos de volatilidade de preços e de fornecimento de materiais críticos por meio do desenvolvimento de novos fornecedores, aumento da flexibilidade operacional e fortalecimento do poder de negociação do departamento de compras. A redução significativa da pegada de carbono decorre da menor dependência de matérias-primas virgens.

A CMOC Brasil é a segunda maior produtora mundial de ligas de ferronióbio e a segunda maior produtora brasileira de fertilizantes fosfatados, possuindo no Brasil a mina e a fábrica industrial de nióbio em Catalão (Goiás), a mina e a fábrica industrial de fosfato em Ouvidor (Goiás), e a fábrica química em Cubatão (São Paulo). Em 2024, a empresa produziu 1.180.537 toneladas de fertilizantes e 10.024 toneladas de nióbio.

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