De acordo com pt.wedoany.com-O Banco Asiático de Desenvolvimento (Asian Development Bank, ADB) aprovou um pacote de financiamento total de US$ 63,44 milhões para a construção de um sistema de armazenamento de energia em baterias com capacidade de 250 MW/500 MWh em uma subestação na província de Takeo, no sul do Camboja.
O sistema armazenará o excedente de energia renovável gerada e fornecerá eletricidade à rede durante os horários de pico, gerenciando a carga máxima e estabilizando as flutuações da rede, atendendo assim à crescente demanda de eletricidade das zonas industriais, instalações de processamento agrícola e áreas urbanas da região.
O ADB afirmou que o projeto também apoiará o comércio transfronteiriço de eletricidade e a interconexão da rede entre o Camboja e o Vietnã, contribuindo para o plano da Rede Elétrica da ASEAN (ASEAN Power Grid) de alcançar a integração total da rede regional até 2045.
O pacote de financiamento inclui especificamente: um empréstimo concessionário de US$ 40 milhões e uma doação de US$ 5 milhões do ADB por meio do Fundo Asiático de Desenvolvimento (Asian Development Fund), além de US$ 18,44 milhões fornecidos conjuntamente pelo Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund) e pelo Reino Unido, por meio da Instalação de Financiamento Verde Catalítico da ASEAN (ASEAN Catalytic Green Finance Facility).
O projeto visa apoiar a meta do Camboja de atingir 70% da capacidade instalada de energia renovável até 2030. O ADB estima que, após a entrada em operação do sistema de armazenamento, poderão ser evitadas até 27,7 mil toneladas de emissões de gases de efeito estufa por ano. O projeto também fortalecerá a capacidade da empresa estatal de serviços públicos, a Electricité du Cambodge, na gestão de sistemas avançados de energia, e auxiliará o Camboja na elaboração de regulamentações relacionadas ao armazenamento de baterias.
O ADB destacou que o setor elétrico do Camboja atualmente depende fortemente da geração de eletricidade a partir de combustíveis importados, o que o expõe a riscos de volatilidade dos preços globais de energia e interrupções no fornecimento.
A capacidade instalada de energia solar em escala de utilidade pública do país já superou as metas estabelecidas pelo governo para 2030 e 2035, o que ressalta a urgência de investimentos em armazenamento para acompanhar o ritmo da construção de energias renováveis, evitando o descarte de eletricidade devido à geração contínua que excede a flexibilidade da rede.










