Bunge e outras vendem primeiros 3.800 m³ de SAF de óleo de soja certificado do Brasil
2026-07-05 17:30
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De acordo com pt.wedoany.com-A Bunge, a Petrobras e a Vibra anunciaram a comercialização dos primeiros lotes de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido a partir de óleo de soja certificado do Brasil. Este óleo de soja obteve o selo internacional ISCC CORSIA PLUS Low-LUC Risk, um dos padrões de sustentabilidade mais rigorosos do mundo. Esta iniciativa marca a expansão do papel da agricultura brasileira na transição energética e na descarbonização da aviação, fornecendo matérias-primas rastreáveis, certificadas e reconhecidas internacionalmente para a cadeia global de biocombustíveis.

Neste projeto de cooperação, a Bunge é responsável pela aquisição da soja certificada, produção do óleo vegetal e garantia da rastreabilidade da matéria-prima, atividades realizadas em sua fábrica em Rondonópolis (MT). A Petrobras produz o SAF através do coprocessamento do óleo vegetal com matérias-primas minerais na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. A Vibra é responsável pela distribuição e venda do combustível ao mercado de aviação. O primeiro lote comercializado tem aproximadamente 3.800 metros cúbicos, com um teor renovável de 1%, conforme estipulado na meta inicial da Lei do Combustível do Futuro. Este volume é suficiente para abastecer cerca de 1.600 voos na rota Rio-São Paulo.

O elemento-chave deste negócio é a certificação ISCC CORSIA PLUS Low-LUC Risk, reconhecida pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Este selo comprova que a soja utilizada é totalmente rastreável, não está associada ao desmatamento ou à abertura de novas áreas, apresenta baixo risco de Mudança Indireta do Uso da Terra (ILUC) e atende a rigorosos padrões ambientais e sociais exigidos internacionalmente. Segundo as empresas envolvidas, a certificação demonstra que o aumento da produção de soja no Brasil foi alcançado por meio de ganhos de tecnologia, gestão e eficiência agrícola, sem necessidade de expansão para áreas de vegetação nativa.

De acordo com as empresas, o combustível sustentável produzido com esta matéria-prima pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 70% ao longo de todo o seu ciclo de vida, em comparação com o querosene de aviação tradicional. Esta iniciativa fortalece a estratégia do Brasil de expandir os biocombustíveis e posiciona a soja brasileira como uma alternativa importante para atender à crescente demanda global por combustíveis renováveis.

Para o setor produtivo, este projeto agrega valor à soja brasileira. Além de produzir alimentos, farelo e biodiesel, esta oleaginosa agora entra no mercado internacional como matéria-prima para combustíveis sustentáveis, um mercado com potencial de crescimento à medida que as metas globais de descarbonização avançam. Isso cria novas oportunidades para a cadeia produtiva comprometida com boas práticas agrícolas, rastreabilidade e certificação ambiental. O lançamento dos primeiros SAFs produzidos com soja certificada do Brasil demonstra que a agricultura brasileira está expandindo sua participação em mercados de alto valor agregado, começando a fornecer matérias-primas capazes de atender aos mais rigorosos padrões ambientais globais.

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