De acordo com pt.wedoany.com-O Ministério das Comunicações (MCom) do Brasil, por meio do programa de uso direto de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), atribuiu a tarefa de conectar 1.983 Unidades Básicas de Saúde (UBS) a 30 operadoras de telecomunicações, com Claro e Vivo (Telefónica) como principais líderes do projeto. A iniciativa visa acelerar a digitalização do sistema de saúde e ampliar o acesso a serviços como a telemedicina, incluindo a instalação de infraestrutura de acesso à internet, redes WiFi internas e fornecimento de suporte técnico e manutenção por 24 meses.

A Claro obteve no leilão a tarefa de conectar mais de 1.300 unidades de saúde, cerca de dois terços do total do projeto. A Vivo ficou responsável por 471 unidades, a TIM recebeu contratos para 51 centros médicos, e as demais unidades foram assumidas por operadoras regionais. Esta medida é o primeiro projeto do Fust focado em saúde digital, após o mecanismo ter sido utilizado em 2024 e 2025 para fornecer conexão de internet a escolas públicas.
O modelo de aplicação direta do Fust permite que as operadoras executem projetos designados pelo governo e, em troca, abatam os valores das contribuições obrigatórias ao fundo, com um desconto máximo de 50%. Nesta fase, serão investidos 45 milhões de reais, provenientes de um pool total de 104 milhões de reais, para cobrir 52% das mais de 3.800 unidades de saúde inicialmente identificadas como prioritárias. Segundo o Ministério das Comunicações, a concorrência entre as operadoras resultou em uma redução nos custos previstos, com uma economia média de 14,9% em relação aos valores de referência estabelecidos pelo governo. As empresas selecionadas terão sete dias para assinar formalmente o acordo de adesão.
A distribuição dos centros de saúde priorizou as regiões com maior necessidade de conexão. A região Nordeste recebeu 923 unidades, o Sudeste 623, o Norte 198, o Sul 141 e o Centro-Oeste 98. Além das grandes empresas nacionais, o processo licitatório atraiu a participação de fornecedores regionais como Zaaz Provedor de Internet, DTel Telecom, Algar Telecom, Desktop Internet e FSF Tecnologia. Algumas empresas foram desclassificadas por saldo insuficiente no Fust ou por não terem contribuído para o fundo (requisito da licitação).
O projeto decorre de um diagnóstico do Ministério da Saúde, que constatou que muitos centros de saúde têm acesso limitado ou inexistente à internet. O objetivo é concluir a implantação até junho de 2027, fortalecendo a transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que conectar as UBS significa encurtar distâncias, facilitar consultas com especialistas por meio da telemedicina e garantir que os prontuários dos pacientes estejam disponíveis nas telas dos médicos. Com a nova infraestrutura, o Brasil espera acelerar a adoção de prontuários eletrônicos, expandir as consultas remotas e melhorar a troca de informações entre os serviços de saúde, especialmente em regiões com menor acesso a cuidados médicos especializados.










