De acordo com pt.wedoany.com-A Apple e a Broadcom estenderam seu acordo de fornecimento de chips até 2031, consolidando uma parceria crucial em componentes sem fio e chips de inteligência artificial.

Embora nenhuma das partes tenha divulgado os termos financeiros do acordo, esta renovação prolonga a colaboração iniciada há anos e expande o compromisso plurianual firmado em 2023 para o desenvolvimento e fabricação de componentes de radiofrequência para redes 5G. A Broadcom fornece há anos à Apple chips de radiofrequência para conectividade móvel do iPhone, além de semicondutores que gerenciam funções de rede como WiFi e Bluetooth.
Segundo estimativas de analistas, a Apple representa cerca de 20% da receita anual da Broadcom, tornando a fabricante do iPhone um de seus maiores clientes. Esta renovação reduz as preocupações de que a Apple pudesse substituir gradualmente a Broadcom por soluções totalmente próprias, embora a Apple já tenha avançado no design de seus próprios processadores, incluindo as séries A e M, e o novo modem C1, que estreou no iPhone 16e. A Apple ainda depende da Broadcom para componentes críticos de radiofrequência e sem fio, situação que deve persistir pelo menos até o final desta década.
Como parte do novo acordo, a Broadcom também participará do design de chips para futuros servidores de inteligência artificial da Apple, com o codinome interno "Baltra", destinados a suportar a infraestrutura em nuvem para serviços Apple Intelligence. Esta renovação ocorre em um momento sensível para a cadeia de suprimentos da Apple, com o boom da inteligência artificial pressionando a capacidade de produção da TSMC, que priorizou grandes clientes como a Nvidia. Embora a Apple continue produzindo processadores na TSMC, o fortalecimento da aliança com a Broadcom permite garantir o fornecimento de componentes sem fio essenciais e reduzir riscos em um setor onde a obtenção de chips se tornou uma vantagem estratégica.
Paralelamente, a Apple está negociando com a Intel a produção de alguns semicondutores nos Estados Unidos, mas analistas preveem que a produção em larga escala não ocorrerá antes do final de 2027.










