Primeiros 21,4 toneladas de limão persa do estado mexicano de Veracruz são exportados para a Rússia
2026-07-07 15:00
Favoritos

De acordo com pt.wedoany.com-Produtores da região de Papantla de Olarte, no estado mexicano de Veracruz, concluíram a primeira exportação de limão persa para Moscou, na Rússia, resultado da estratégia de comercialização promovida pelo governo mexicano através do programa "Semeando Vida".

Membros da cooperativa "Bioproductores del Llano Alto", responsável pela operação comercial, afirmaram que o primeiro lote, totalizando 21,4 toneladas, prevê um aumento para 257,4 toneladas nos próximos seis meses, expandindo assim a presença dos citros mexicanos no mercado russo.

Esta fruta cultivada em Veracruz destaca-se entre os compradores internacionais pela sua longa vida útil, suportando mais de 30 dias de transporte marítimo, e pelas suas excelentes características físicas, incluindo cor verde escura, tamanho que atende às exigências do mercado europeu e textura ideal da casca. Estas frutas provêm de pomares com 3 a 5 anos de idade.

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do México (SADER) informou que, através da assistência técnica e do apoio comercial fornecidos pelo programa "Semeando Vida", os produtores conseguiram agregar valor à colheita e negociar diretamente com compradores internacionais em grandes feiras comerciais globais, como a Biofach em Nuremberg e a Fruit Logistica em Berlim. A participação nestas feiras foi possível graças à certificação e à adoção de práticas de produção agroecológica sustentável.

Veracruz continua a ser uma das principais regiões produtoras de limão do México. Em 2024, a produção nacional de limão no México atingiu 3,2 milhões de toneladas, consolidando a sua posição como um dos principais fornecedores mundiais. Veracruz, com 866.862 toneladas, ocupa o segundo lugar a nível nacional, representando 26% da produção total, atrás apenas de Michoacán, com 1.004.000 toneladas. Colima, Oaxaca e Tamaulipas seguem-se com 315.562 toneladas, 310.220 toneladas e 113.884 toneladas, respetivamente.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAOSTAT, 2024), o México é o segundo maior produtor mundial de limão e lima, atrás apenas da Índia e à frente da China. Mais de 70% das exportações de citros mexicanos destinam-se aos Estados Unidos, seguidas por mercados europeus como Reino Unido e Países Baixos, bem como Canadá, Japão e Coreia do Sul.

Para aumentar ainda mais a competitividade da indústria citrícola e manter o acesso ao mercado de exportação, o Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar (SENASICA) realizou o curso "Manejo Integrado de Citros" em Boca del Río, Veracruz, reunindo mais de 100 especialistas, técnicos e produtores de 22 estados produtores de citros.

O treinamento focou-se na melhoria da gestão fitossanitária, ao mesmo tempo que promove modelos de produção mais sustentáveis. O SENASICA incentiva os produtores a transitarem de práticas tradicionais baseadas no uso intensivo de agroquímicos para métodos agroecológicos que reduzem o uso de produtos químicos, adotam tecnologias de monitorização digital, expandem o controle biológico de pragas e utilizam insumos agrícolas de baixo impacto.

Um dos principais tópicos discutidos foi o Huanglongbing (HLB), amplamente considerado a doença mais destrutiva dos citros a nível global. Como parte da estratégia de controlo, o SENASICA destacou a operação de dois laboratórios especializados na produção de Tamarixia radiata. Esta vespa parasitoide é um inimigo natural do psilídeo asiático dos citros (Diaphorina citri), inseto vetor da doença. Este programa de controlo biológico visa reduzir a dependência de inseticidas, promovendo simultaneamente uma gestão mais sustentável dos pomares.

As autoridades federais e estaduais enfatizaram que a estreita coordenação entre produtores, investigadores, comités estaduais de sanidade vegetal e agências governamentais é crucial para conter as pragas e doenças que ameaçam a produção de citros. Estes esforços ajudam a proteger a saúde dos pomares, aumentar a produtividade e garantir a conformidade com os padrões fitossanitários exigidos pelos mercados internacionais.

Em 2025, o estado de Yucatán consolidou a sua posição como uma região emergente de produção de limão, classificando-se em sexto lugar a nível nacional com uma produção de 111.500 toneladas. Nos últimos cinco anos, a indústria do limão no estado expandiu-se de forma constante, com um crescimento nominal de 14,9%, impulsionado pelo aumento da área plantada e pelo crescente interesse dos investidores na produção de citros orientada para a exportação.

Apesar do bom momento, a cadeia produtiva ainda enfrenta desafios, incluindo a volatilidade dos preços, riscos fitossanitários e a necessidade de melhorar os níveis de mecanização e a certificação das unidades de embalagem para atender aos padrões de qualidade e segurança alimentar exigidos pelos compradores internacionais.

De acordo com dados do SENASICA, até janeiro de 2026, Yucatán contava com 16 unidades de embalagem certificadas autorizadas a exportar limão persa. Várias delas já abastecem o mercado dos Estados Unidos, enquanto outras se preparam para entrar nos mercados asiático e europeu. As autoridades preveem que esta expansão apoiará o crescimento económico regional através da atração de investimentos, criação de empregos e oportunidades de rendimento adicional para os produtores locais.

O investimento privado também está a acelerar a expansão do setor. A Citrus Patrimonial anunciou a aquisição de uma nova propriedade de 150 hectares, denominada Jaguar 5, localizada no sul de Yucatán, perto da fronteira com Quintana Roo, onde será estabelecido um pomar de limão persa para abastecer principalmente os mercados dos Estados Unidos e da Ásia.

Rodrigo Castilla, vice-presidente da Citrus Patrimonial, afirmou que este investimento reflete a procura contínua do mercado internacional pelo limão persa mexicano. Ele destacou que os Estados Unidos ainda compram cerca de 98% das exportações mexicanas de lima, enquanto o mercado global de lima está avaliado em aproximadamente 19 mil milhões de dólares e continua a expandir-se. Acrescentou que uma das principais vantagens desta cultura é o seu ciclo de produção durante todo o ano, com as árvores a produzirem até 14 colheitas num período de 12 meses.

A empresa indicou que o projeto será operado sob um modelo de investimento agrícola, baseado em certificados de participação apoiados por pomares de limão persa. A Citrus Patrimonial supervisionará todo o processo produtivo, incluindo plantio, gestão do pomar, colheita e comercialização nos mercados nacional e internacional.

Além da produção, a empresa afirmou que a expansão já criou cerca de 300 novos postos de trabalho em várias comunidades do sul de Yucatán. A empresa também lançou iniciativas para proteger os polinizadores e apoiar a apicultura local, reconhecendo a importância de colónias de abelhas saudáveis para a produção sustentável de citros, contribuindo ao mesmo tempo para o desenvolvimento rural mais amplo da região.

Este boletim é uma compilação e reprodução de informações de parceiros estratégicos e da internet global, destinado apenas para troca de informações entre leitores. Em caso de infração ou outros problemas, por favor, informe-nos imediatamente, e este site fará as devidas modificações ou exclusões. A reprodução deste artigo é estritamente proibida sem autorização formal. E-mail: news@wedoany.com