Órgão brasileiro lança estudo sobre a Lagoa da Pampulha com investimento de R$ 27 milhões nesta semana
2026-07-14 09:52
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De acordo com pt.wedoany.com-O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lançou o "Projeto Missão Pampulha", com investimento de R$ 27 milhões e duração de três anos, visando encontrar soluções para a revitalização ambiental da bacia hidrográfica da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. O projeto foi oficialmente iniciado nesta segunda-feira (13) durante um evento que reuniu autoridades, servidores públicos, pesquisadores e estudantes.

Estudo de revitalização da Lagoa da Pampulha receberá investimento de R$ 27 milhões e reunirá especialistas da UFMG

Durante o período de pesquisa, uma equipe multidisciplinar da UFMG executará 58 atividades, incluindo especialistas do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA), do Departamento de Engenharia Hidráulica e Recursos Hídricos (EHR), do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), do Instituto de Geociências (IGC) e da Escola de Arquitetura. O projeto mobilizará aproximadamente 343 pesquisadores de diferentes áreas, incluindo 120 pesquisadores. As atividades de pesquisa incluem o monitoramento contínuo da qualidade da água da lagoa, abrangendo análises de profundidade, sedimentos, medição de gases e odores, estudos de biodiversidade e avaliação de riscos à saúde.

Segundo o TCE-MG, a ação conjunta visa estabelecer um sistema de governança e gestão voltado para a sustentabilidade dos recursos hídricos da bacia. O órgão informou, em nota, que o acordo conta com um Comitê de Governança (CG) e um Comitê de Gestão Integrada (CGI) como órgãos de ação coordenada, e promoverá uma pesquisa para investigar as causas da poluição e seus impactos na lagoa. O presidente do TCE-MG, Duval Ângelo, afirmou que o modelo valoriza a cooperação interinstitucional e utiliza a ciência como base para a ação política, podendo servir de referência para outras regiões e políticas públicas. O reitor da UFMG, professor Alexandre Fernandes Moreira, destacou que, segundo o ranking do Times Higher Education, a UFMG é uma das universidades com maior impacto ambiental na América do Sul.

A iniciativa atende a uma auditoria operacional realizada pelo TCE-MG, que avaliou as ações de recuperação sob uma perspectiva de governança multinível e apresentou recomendações para a coordenação institucional e o monitoramento de políticas públicas. O diagnóstico da bacia e da Lagoa da Pampulha foi incorporado a um plano de trabalho assinado pelo estado de Minas Gerais, pelos municípios de Belo Horizonte e Contagem (na região metropolitana), pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e pelo TCE-MG.

Após ser tombada como patrimônio cultural nos níveis estadual, federal e municipal, a Lagoa da Pampulha completará, em 2026, 10 anos de seu reconhecimento como Patrimônio Mundial pela UNESCO. A bacia hidrográfica, com 96 km² de área, abrange Belo Horizonte e Contagem, possui centenas de nascentes e impacta cerca de 460 mil pessoas, enfrentando desafios de expansão urbana, degradação ambiental e poluição.

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