De acordo com pt.wedoany.com-A Comissão Europeia apresentou formalmente uma proposta de regulamento sobre o espectro de satélite na faixa de 2 GHz, com o objetivo de garantir a soberania tecnológica da Europa neste domínio. A proposta prevê reservar esta faixa de frequências, considerada um recurso crítico para redes de satélite, principalmente para uso por empresas europeias.

Foi no final de abril, durante a reunião informal dos ministros das Telecomunicações em Chipre, que o ministro espanhol Óscar López (com o apoio da França) levantou esta questão pela primeira vez. Um mês depois, a Comissão Europeia aprovou esta proposta de regulamento sobre o espectro de satélite, cujo objetivo central é preservar a autonomia europeia sobre as frequências desta faixa. Anteriormente, a decisão atual expiraria em maio de 2027, e atualmente duas empresas norte-americanas detêm licenças de uso para esta faixa de espectro de satélite. Para tal, a proposta, ao mesmo tempo que promove a soberania europeia, planeia prolongar os direitos dos operadores existentes por 2 anos, até 2029, de modo a garantir a continuidade dos serviços e abrir espaço para novos operadores.

O cerne da proposta de regulamento é um novo princípio de atribuição: uma primeira tentativa de reservar dois terços do espectro na faixa de 2 GHz para empresas europeias. O plano de atribuição específico inclui que um terço da faixa de 2 GHz será dedicado a usos governamentais, abrangendo comunicações críticas, segurança e aplicações militares. Esta parte será fornecida através de um operador da UE, de modo a garantir a integração das capacidades atuais e futuras do IRIS (constelação de satélites de comunicação segura da UE). Os restantes dois terços do espectro serão utilizados para fins comerciais, fornecendo serviços de satélite de conexão direta a smartphones (D2D), permitindo que os utilizadores obtenham cobertura de sinal móvel em qualquer região do planeta e suportando aplicações de Internet das Coisas. É de notar que, dentro destes dois terços do espectro comercial, metade será especificamente reservada para operadores europeus, o que equivale a um terço do total. A proposta também permite que o mesmo operador que gere a faixa governamental possa também utilizar esta parte do espectro comercial. O regulamento adaptar-se-á ao desenvolvimento de novas constelações de órbita terrestre baixa (LEO) e tecnologias de conexão direta a dispositivos (D2D), promovendo a integração com redes 5G e futuras móveis 6G.
O período de consulta pública sobre esta proposta de regulamento começou em 13 de julho de 2026 e decorrerá até às 23h59 de 3 de agosto.










