De acordo com pt.wedoany.com-Recentemente, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) organizou representantes dos países relevantes em Abuja, na Nigéria, para avaliar as propostas técnicas e financeiras do projeto do cabo submarino Amílcar Cabral. O projeto já passou das fases preparatórias, como estudos de viabilidade e coordenação transfronteiriça, para a fase de seleção de empreiteiros de construção, com subsequentes atividades de conceção, fabrico, instalação e construção de infraestruturas de aterragem do cabo submarino.
O cabo submarino Amílcar Cabral tem um comprimento planeado de aproximadamente 3555 quilómetros, utilizando Cabo Verde como ponto de interconexão regional, estendendo-se para a Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Serra Leoa e Libéria, e está previsto para se conectar ao sistema de cabo submarino EllaLink, que liga a Europa, Cabo Verde e o Brasil. Após a conclusão do projeto, será adicionado um canal de comunicação internacional independente entre os seis países da África Ocidental.
Atualmente, as conexões de comunicação internacional da Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Serra Leoa e Libéria dependem fortemente do cabo submarino ACE. Em caso de falha num único cabo submarino, as comunicações móveis, transações bancárias, redes governamentais e serviços de dados empresariais podem ser afetados. De acordo com documentos do projeto do Banco Mundial, o cabo Amílcar Cabral adotará um modelo de parceria público-privada, com a primeira fase incluindo a infraestrutura de comunicação submarina na Gâmbia e Guiné, bem como a preparação para transações e construção de rotas regionais subsequentes.
Esta avaliação abrange a conceção da rota do cabo, instalação submarina, acesso às estações de aterragem, operação e manutenção, e comutação de falhas. Após a determinação do plano de contratação, o projeto passará da preparação administrativa para a implementação de obras físicas, aumentando a procura por equipamentos de cabo submarino, sistemas de estação de aterragem, equipamentos de transmissão óptica e infraestruturas elétricas de suporte em mercados com infraestruturas de comunicação relativamente fracas, como Guiné-Bissau, Libéria e Serra Leoa.










