De acordo com pt.wedoany.com-A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) do Brasil deverá analisar na próxima terça-feira (21) um procedimento para prorrogar por 20 anos os contratos de usinas participantes do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), votação que consta na pauta do órgão.

O fundamento legal para esta prorrogação contratual é a Lei nº 14.182, de 2021 (Lei da Privatização da Eletrobras), e o Decreto nº 10.798, de 2021, cuja condição prévia é a renúncia ao desconto nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição pelas usinas envolvidas.
O Proinfa foi criado em 26 de abril de 2002 pela Lei nº 10.438, com o objetivo de ampliar a participação de fontes eólicas, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no Sistema Interligado Nacional. A lei permite a prorrogação dos contratos de compra e venda de energia por mais 20 anos, desde que as partes envolvidas tenham manifestado concordância até 7 de julho de 2025, com a prorrogação contada a partir do término do prazo original de cada contrato.
Para assumir as funções anteriormente desempenhadas pela Eletrobras, foi criada a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). Esta empresa estatal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, será responsável pela gestão dos novos contratos. Um total de 83 usinas manifestaram interesse na renovação.
A regulamentação também envolve a renegociação do risco hidrológico para usinas hidrelétricas participantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) e permite, no futuro, a prorrogação onerosa de concessões de projetos hidrelétricos com potência superior a 5 MW e igual ou inferior a 50 MW. Devido às diferentes datas de término dos contratos, os novos prazos de validade se estenderão por períodos variados entre 2046 e 2051.










