Grupo Roncador investe R$ 40 milhões em agricultura regenerativa
2026-07-22 09:19
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De acordo com pt.wedoany.com-O CEO do Grupo Roncador, Pelerson Penido Dalla Vechia (conhecido como Peleco), transformou uma fazenda com 80% de degradação em um exemplo de agricultura sustentável por meio da integração lavoura-pecuária e da agricultura regenerativa, equilibrando respeito ao meio ambiente e lucratividade.

Peleco assumiu a Fazenda Roncador no início dos anos 2000, que já foi uma das maiores do Brasil, com 157 mil hectares. Primeiro, recuperou as pastagens, promovendo a intensificação e tecnificação da pecuária, e depois introduziu o cultivo de soja e milho, formando um sistema de integração lavoura-pecuária (ILP). Cerca de cinco anos atrás, após a divisão do patrimônio familiar, Peleco ficou com o Grupo Roncador, incluindo 54 mil hectares da fazenda original no Mato Grosso. Atualmente, o grupo possui e arrenda cerca de 90 mil hectares em São Paulo e no MT, destinados à pecuária, agricultura e preservação de florestas nativas, sendo que 47% da Fazenda Roncador são áreas protegidas.

Nas práticas de agricultura regenerativa, Peleco utiliza a "sopa de floresta" — coleta de substratos de áreas de floresta nativa para melhorar o solo agrícola — e aproveita o pó de rocha "silicálcio" proveniente de minas. A mistura dos dois componentes forma um condicionador de solo que reduz significativamente a dependência de fertilizantes tradicionais importados. O efeito foi notável durante uma grave quebra de safra no Mato Grosso há três anos: em áreas não tratadas, a produtividade da soja foi de 47 sacas por hectare, enquanto nas áreas com o sistema regenerativo chegou a 65 sacas por hectare. No ano passado, o grupo abateu 54 mil cabeças de gado e produziu 1,3 milhão de sacas de soja; a produção de mineração saltou de 300 mil para 1,6 milhão de toneladas, com planos de expansão para 2,5 milhões de toneladas.

Peleco afirma que o teor de carbono no solo se tornou um "indicador de gestão" da empresa, mantendo investimentos de pelo menos R$ 40 milhões por ano. As informações são de uma entrevista ao videocast AgLíderes, do AgFeed.

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