De acordo com pt.wedoany.com-A TIM Brasil está avaliando novas oportunidades de aquisição nos segmentos de rede móvel, banda larga e B2B, definindo-os como prioridades estratégicas para acelerar o crescimento nos próximos anos. Mesmo com a disputa pelo controle acionário da operadora na Itália ainda em andamento, a subsidiária brasileira mantém sua agenda de expansão por meio de aquisições nos serviços de banda larga e empresariais. O CEO Alberto Griselli afirmou que a empresa permanece ativa em fusões e aquisições, monitorando oportunidades nos setores de rede móvel, banda larga e B2B, considerados os de maior potencial de crescimento. Ele também mencionou que o ambiente macroeconômico favorável e os balanços patrimoniais saudáveis das operadoras sustentam essa estratégia.

Nos últimos meses, a TIM Brasil avançou em duas frentes distintas de integração. Em janeiro de 2026, a operadora concluiu a aquisição da V8.Tech, empresa focada em serviços digitais e inteligência artificial, com uma transação avaliada em 140 milhões de reais, além de um plano de pagamento baseado em lucros que pode elevar o valor para 280 milhões de reais em seis anos. Em maio de 2026, a empresa recomprou por 947 milhões de reais a participação da IHS Brasil na I-Systems, sua empresa de rede neutra. Apesar da forte intenção de aquisição demonstrada no mercado, Griselli afirmou que será difícil anunciar novas transações ainda este ano, e qualquer novo movimento provavelmente ocorrerá apenas em 2027, pois os processos de fusão e aquisição são demorados — as aquisições concluídas em 2026, na verdade, começaram a ser planejadas já em 2025.
Na disputa pelo controle acionário na Itália, a Poste Italiane já é a maior acionista individual da TIM, detendo cerca de 20% das ações ordinárias. Sua oferta de aquisição pela Telecom Italia foi aprovada pelos acionistas, impulsionando o processo de controle total do grupo pela empresa estatal italiana. Se a transação for concluída, a empresa retornará ao controle estatal após quase 30 anos de privatização. A oferta pública de aquisição e troca de ações prevê o pagamento de 1,67 euros por ação da Telecom Italia, além de 0,218 ações da Poste Italiane por cada ação da operadora. A oferta foi aprovada por unanimidade pelo conselho da TIM e liberada pela Comissão de Valores Mobiliários italiana (Consob), com o período de aceitação dos acionistas se estendendo até 11 de setembro. A Poste Italiane estabeleceu como condição para a efetivação da aquisição a obtenção de pelo menos 66,67% das ações, mas seu objetivo declarado é adquirir a totalidade das ações e retirar a TIM da Bolsa de Valores de Milão. Quando a oferta foi lançada em março, a proposta da Poste Italiane era estimada em 10,8 bilhões de euros, mas a valorização das ações da Poste Italiane usadas como meio de pagamento elevou o valor da transação para mais de 13 bilhões de euros.
Em termos de desempenho financeiro, a TIM Brasil registrou receita líquida de 6,8 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. O EBITDA foi de 3,3 bilhões de reais, com crescimento de 6,6%; o lucro líquido cresceu 1,3%, atingindo 821 milhões de reais, impulsionado pelo aumento de assinantes pós-pagos e pela expansão das receitas de serviços empresariais e banda larga. Na Itália, a receita do negócio no primeiro trimestre de 2026 foi de 3,3 bilhões de euros, um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior, impactado pela redução das receitas de operadoras móveis virtuais. No entanto, o prejuízo líquido aumentou de 124 milhões de euros para 292 milhões de euros, devido a despesas não recorrentes relacionadas a planos de demissão e provisões.










