Microsoft e OpenAI constroem o maior data center do mundo nos EUA
2026-07-23 11:32
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De acordo com pt.wedoany.com-O panorama dos maiores data centers do mundo está a ser redefinido por um punhado de gigantes tecnológicos. De acordo com um estudo da Shield Operations, estes complexos gigantes tornaram-se a infraestrutura central da computação moderna, suportando serviços cloud e modelos de inteligência artificial. Os parques já ultrapassam 1 milhão de pés quadrados (cerca de 92.000 metros quadrados, equivalentes a 13 campos de futebol padrão da FIFA) e consomem mais de 1 gigawatt de energia, atingindo níveis sem precedentes na história da tecnologia, albergando atualmente todos os clusters de GPU para grandes modelos de IA.

Data Center

A Shield Operations considera que a métrica mais fiável para medir a escala de um data center é a capacidade de energia elétrica disponível para TI, e não a área física. O espaço pode ser enganador: um armazém de 2 milhões de pés quadrados com racks de baixa densidade pode ter uma capacidade de computação inferior a uma instalação compacta com maior densidade energética. O ranking divulgado pela empresa baseia-se exclusivamente na potência instalada, permitindo uma comparação rigorosa da escala real de cada parque.

Os dados do relatório provêm de informações públicas, relatórios de capacidade e auditorias de infraestrutura. O maior data center do mundo — ainda em construção — é o parque Stargate, da Microsoft e OpenAI, em Abilene, Texas, com uma potência de 1,2 gigawatt na primeira fase. Logo a seguir está o parque Mount Pleasant, da Microsoft, com 1 gigawatt de potência. Entre as instalações já em operação, o parque Citadel da Switch, no Nevada, tem 650 megawatts de potência e uma área útil superior a 7,2 milhões de pés quadrados, sendo atualmente o maior data center em operação em termos de área física. A lista inclui ainda instalações de operadores como a China Telecom, Meta, Google, AWS, Equinix e QTS, todas com capacidades superiores a 300 megawatts.

A Shield Operations atribui este crescimento às necessidades computacionais do treino de modelos de IA. A densidade energética dos novos racks é 15 vezes superior à dos data centers tradicionais, saltando de 6-8 quilowatts por rack para cerca de 120 quilowatts quando equipados com sistemas NVIDIA DGX B200. Um único cluster de treino de IA pode consumir 100 megawatts, albergando centenas de racks de alta densidade, cada um com múltiplas GPUs da última geração. Esta pressão já levou os operadores a investir somas avultadas: a Microsoft, Amazon, Google e Meta investiram mais de 300 mil milhões de dólares em 2025 e 2026, principalmente na construção de data centers e na aquisição de hardware de IA.

O estudo também destaca os desafios energéticos que acompanham esta expansão. Um parque de 1 gigawatt consome tanta eletricidade quanto uma cidade de 750.000 habitantes, pressionando as redes elétricas regionais. O relatório indica que operadores como a Dominion Energy, na Virgínia, registaram um aumento de 85% nos pedidos de ligação de data centers entre 2023 e 2025, sugerindo que a infraestrutura existente está a ser ultrapassada pela procura. Para contornar as limitações, as empresas estão a recorrer a fontes alternativas de energia: a Microsoft assinou um acordo de 20 anos para reativar o reator nuclear n.º 1 de Three Mile Island, exclusivamente para alimentar o data center; a Amazon adquiriu um parque nuclear na Pensilvânia por 650 milhões de dólares; e a Google comprometeu-se a comprar eletricidade dos reatores modulares pequenos da Kairos Power, com entrega prevista para 2030.

Olhando para o futuro, o estudo prevê que, até ao final de 2027, o número de data centers hiperscala ultrapasse os 2.000, contra cerca de 1.300 em 2025. A tendência aponta para capacidades cada vez maiores: a xAI planeia construir um parque de 150 megawatts, expansível para 1 gigawatt; a Oracle anunciou planos para uma instalação de 2 gigawatts, que, se concluída, se tornará o maior data center de sempre. A Shield Operations conclui que a infraestrutura digital global está a passar por uma transformação estrutural, impulsionada pela inteligência artificial e por uma procura computacional sem precedentes, com estes data centers, apoiados por investimentos massivos e novas estratégias energéticas, a redefinir a escala da computação moderna.

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