De acordo com pt.wedoany.com-O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA prorrogou novamente a validade da licença geral que permite à Lukoil negociar a venda de seus ativos no exterior, com novo prazo até 22 de agosto de 2026. A licença anterior era válida até 25 de julho.

Documentos oficiais mostram que a nova versão da licença (já a oitava prorrogação) se aplica a transações envolvendo a subsidiária austríaca Lukoil International GmbH (LIG) e suas subsidiárias nas quais a participação acionária seja igual ou superior a 50%. A licença permite negociações, realização de auditorias independentes (due diligence) e assinatura de acordos preliminares para venda, desinvestimento ou transferência desses ativos.
As condições essenciais permanecem inalteradas: a própria transação de desinvestimento ainda requer aprovação individual do OFAC, caso a caso. Além disso, a licença continua proibindo a transferência de fundos para pessoas ou contas sob jurisdição russa.
A Lukoil foi incluída na lista de sanções SDN dos EUA em outubro de 2025. Desde então, a empresa anunciou planos de se retirar completamente de projetos internacionais. Em janeiro de 2026, a Lukoil assinou um acordo preliminar com a empresa de investimentos americana Carlyle para a venda da Lukoil International GmbH, mas ainda não obteve aprovação final dos órgãos reguladores.
A nova prorrogação da licença indica que o processo de busca por uma solução de compromisso para a venda deste importante ativo internacional está se arrastando. Para a Lukoil, isso significa risco de impairment em seus negócios no exterior. Com base nos resultados anuais de 2025, a empresa já baixou integralmente o investimento na LIG, reconhecendo uma perda por impairment de 1,667 trilhão de rublos e um prejuízo líquido superior a 1,06 trilhão de rublos. Mesmo que obtenha aprovação do OFAC, os recursos da venda provavelmente serão depositados em uma conta especial congelada nos EUA, só podendo ser utilizados após o levantamento das sanções.
Para potenciais compradores (especialmente a Carlyle), a transação ainda enfrenta alto risco regulatório — dada a postura firme do OFAC, obter a aprovação final é extremamente difícil.










